Caso Master: Vorcaro e os R$ 440 milhões em lucros suspeitos com fundos da Reag – Centroeste News
Fonte: centroestenews.com.br | Data: 14/03/2026 15:53:58
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, lucrou mais de R$ 440 milhões em transações financeiras suspeitas com a gestora Reag, alvo de investigações por lavagem de dinheiro. Hoje, ele está preso por ordem do STF.
Investigações da Operação Compliance Zero revelaram que o banqueiro Daniel Vorcaro lucrou mais de R$ 440 milhões em operações financeiras suspeitas realizadas com fundos da gestora Reag Investimentos. As transações, descritas como atípicas e supervalorizadas, indicam possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas ao Banco Master e até mesmo a ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Entre os casos analisados, estão dois episódios emblemáticos de 2023. Em dezembro, Vorcaro comprou cotas do fundo Hans II por R$ 2,5 milhões e, em menos de 24 horas, as revendeu ao fundo Itabuna por R$ 294,5 milhões, obtendo um lucro de quase R$ 292 milhões – uma valorização de 11.474%. Em outra transação, mesmo ano, o banqueiro adquiriu ativos por R$ 10 milhões e os vendeu uma semana depois por R$ 160 milhões, acumulando R$ 150 milhões em lucros adicionais.
Além dessas transações, Vorcaro movimentou, em 2025, R$ 700 milhões do Banco Master para uma offshore localizada nas Ilhas Cayman, sendo R$ 555,7 milhões provenientes do GSR Fundo de Investimento, gerido pelo fundo Astralo 95, também da Reag. A crescente valorização das operações e a movimentação financeira acelerada levantaram suspeitas de fraude financeira, valorizações artificiais e manipulação de fundos.
A gestora Reag, envolvida nos esquemas, está sob investigação por atuar na administração de fundos suspeitos de inflar resultados e ocultar riscos. A empresa foi também alvo da Operação Carbono Oculto, que desvendou ligações entre seus fundos e a máfia dos combustíveis, além de conexões com o PCC. Em janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação da empresa.
Vorcaro, que já está preso desde 4 de março, em Brasília, teve duas prisões decretadas dentro da Operação Compliance Zero e é apontado como peça central no esquema bilionário de fraudes investigado pela Polícia Federal.