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Cachorro com carrapatos: 6 riscos que vão além da coceira e podem afetar a saúde do pet

Fonte: folhabv.com.br | Data: 17/03/2026 09:30:15

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A presença de carrapatos no corpo de um animal costuma parecer apenas um incômodo momentâneo. No entanto, quando o problema envolve um cachorro com carrapatos, os impactos podem ir muito além da simples coceira. Esses parasitas carregam microrganismos capazes de provocar doenças graves, comprometendo o bem-estar do pet e exigindo atenção imediata dos tutores.

Embora muitas pessoas associem carrapatos apenas à irritação na pele, especialistas em medicina veterinária alertam que o risco real está nas doenças transmitidas durante a alimentação do parasita. Quando o carrapato se fixa na pele do animal, ele pode inocular bactérias e protozoários diretamente na corrente sanguínea. Esse processo silencioso transforma uma infestação aparentemente simples em um problema potencialmente perigoso.

Carrapatos pertencem ao grupo dos aracnídeos e se alimentam exclusivamente de sangue. Ao se fixarem na pele do animal, eles podem permanecer presos por vários dias, aumentando progressivamente de tamanho enquanto se alimentam.

Durante esse período, ocorre o principal risco: a transmissão de agentes infecciosos. Esses microrganismos entram no organismo do animal através da saliva do carrapato, iniciando infecções que muitas vezes passam despercebidas nos primeiros dias.

Além disso, ambientes com vegetação alta, quintais úmidos ou áreas frequentadas por animais silvestres favorecem a presença desses parasitas. Por isso, mesmo cães que vivem dentro de casa podem acabar expostos ao problema.

Segundo pesquisadores da área de parasitologia veterinária, algumas doenças transmitidas por carrapatos podem evoluir rapidamente se não forem tratadas de forma adequada. Reconhecer os riscos associados ajuda a agir com rapidez.

1. Anemia causada pela perda de sangue

Um dos primeiros riscos para um cachorro com carrapatos é a anemia. Isso ocorre porque cada carrapato se alimenta diretamente do sangue do animal.

Em infestações maiores, dezenas ou até centenas de parasitas podem se fixar simultaneamente. A perda contínua de sangue acaba reduzindo a quantidade de hemoglobina no organismo do pet.

Cães anêmicos costumam apresentar cansaço, gengivas pálidas, falta de apetite e menor disposição para brincar ou caminhar. Em filhotes ou animais idosos, o quadro pode evoluir com mais rapidez.

2. Doença do carrapato (erliquiose)

Entre os problemas mais conhecidos associados a cachorro com carrapatos, a erliquiose ocupa lugar de destaque. Essa doença é causada pela bactéria Ehrlichia canis e transmitida principalmente pelo carrapato-marrom.

Nos estágios iniciais, os sintomas podem incluir febre, perda de apetite, apatia e pequenos sangramentos. Com o avanço da infecção, a doença pode afetar o sistema imunológico e causar alterações no sangue.

Veterinários frequentemente alertam que a erliquiose pode evoluir para fases crônicas quando não diagnosticada precocemente.

3. Babesiose: ataque direto aos glóbulos vermelhos

Outro risco significativo envolve a babesiose, doença provocada por protozoários do gênero Babesia. Esses microrganismos invadem os glóbulos vermelhos do sangue do animal.

Como consequência, ocorre destruição dessas células, gerando anemia intensa e febre. Em muitos casos, o animal também apresenta urina escura e fraqueza.

Em regiões tropicais e subtropicais, a babesiose aparece com relativa frequência em casos de infestação por carrapatos.

4. Infecções secundárias na pele

Além das doenças transmitidas pelo parasita, a presença de carrapatos também pode gerar lesões cutâneas. Quando o cachorro com carrapatos tenta aliviar a coceira, ele acaba arranhando ou mordendo a própria pele.

Esse comportamento cria pequenas feridas que podem ser invadidas por bactérias. Com o tempo, surgem inflamações, vermelhidão e até secreções.

Em casos mais avançados, essas infecções podem exigir tratamento com medicamentos específicos prescritos por um veterinário.

5. Fraqueza e perda de peso

Carrapatos podem afetar o organismo do animal de forma gradual. Ao longo do tempo, um cão infestado passa a apresentar redução de energia e perda de peso.

Isso acontece porque o organismo entra em estado de estresse constante, tentando reagir às infecções transmitidas pelos parasitas.

Além disso, a combinação de anemia, inflamações e alterações metabólicas contribui para que o animal fique progressivamente mais debilitado.

6. Paralisia causada por toxinas

Embora menos comum, existe também o risco de paralisia associada à saliva de algumas espécies de carrapatos. Durante a alimentação, esses parasitas liberam toxinas capazes de interferir no sistema nervoso do animal.

Nesses casos, o cão pode apresentar dificuldade para caminhar, fraqueza nas patas e perda de coordenação.

Quando o carrapato é removido rapidamente, os sintomas costumam regredir. No entanto, se a infestação continuar, o quadro pode se agravar.

Ao perceber a presença de carrapatos, a primeira medida deve ser remover os parasitas com cuidado, evitando esmagá-los ou deixar partes presas na pele.

Também é importante observar possíveis sintomas como febre, falta de apetite, fraqueza ou alterações no comportamento do animal.

Veterinários recomendam procurar avaliação profissional sempre que houver suspeita de doença transmitida por carrapatos. Exames laboratoriais ajudam a identificar infecções precocemente e iniciar o tratamento adequado.

Além disso, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz. Produtos antiparasitários, limpeza regular do ambiente e inspeções frequentes na pele do animal ajudam a reduzir significativamente o risco de infestação.

Quando o cuidado com o pet inclui atenção a esses detalhes, as chances de enfrentar complicações diminuem consideravelmente. Dessa forma, proteger o animal contra carrapatos também significa preservar sua saúde e qualidade de vida.