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New Fortress prepara cisão no Brasil com foco em reduzir dívida – MegaWhat

Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 18/03/2026 12:24:52

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FSRU Energos Winter, que estava no Terminal Gás Sul, no Brasil
FSRU Energos Winter, que estava no Terminal Gás Sul, no Brasil

A New Fortress Energy (NFE) anunciou nesta terça-feira, 17 de março, a separação de seus negócios no Brasil para uma plataforma de energia independente, chamada de BrazilCo. A ação faz parte de um processo de reestruturação da NFE junto a credores e deverá ser concluída ainda em 2026, mas está sujeita às condições habituais e aprovações regulamentares.

A BrazilCo será formada por um consórcio de investidores globais, com expertise em desenvolvimento de infraestrutura e criação de valor a longo prazo, com mais US$ 20 trilhões em ativos sob gestão. A empresa seguirá liderada por Leandro Cunha e Jeremy Dawson.

Em comunicado, a NFE destacou que, como plataforma independente, a BrazilCo estará bem posicionada para atender a crescente demanda por energia, com foco cada vez maior em soluções energéticas confiáveis, seguras e flexíveis.

As prioridades estratégicas e ativos da empresa incluem garantir o fornecimento independente de gás e o suporte a embarcações, com um processo em andamento para atender a essas necessidades nos próximos meses. A BrazilCo manterá o fornecimento de gás existente da NFE durante a vigência do contrato no Reino Unido.

Projetos no Brasil

No Cluster Barcarena, a plataforma seguirá avançando no desenvolvimento das usinas termelétricas Celba 2 (624 MW) e Portocém (1,6 GW), abastecidas pelo terminal Barcarena.

Já o Terminal de Gás Sul (TGS), em Santa Catarina, participará dos leilões de capacidade na forma de potência (LRCap) deste mês, “proporcionando acesso crítico e flexível ao gás natural para geração de energia em uma região com opções limitadas de fornecimento alternativo de gás”. 

Para a NFE, esse é ativo crucial do ponto de vista econômico, enquanto a BrazilCo seguirá buscando oportunidades de fornecimento com parceiros industriais.

Reestruturação da NFE

A reestruturação da NFE faz parte de um plano consensual, a ser lançado em abril, fechado com credores para reduzir a dívida da empresa de US$ 5,7 bilhões para US$ 527,7 milhões. A conclusão do acordo está prevista para o terceiro trimestre de 2026, porém, sujeito à disponibilidade, condições habituais e aprovações regulatórias.

De acordo com os termos do acordo de reestruturação de energia, a primeira etapa é separar a NFE em duas entidades independentes: “BrazilCo”, uma empresa privada independente que será detida pelos credores e que engloba os terminais, usinas de energia e operações da NFE no Brasil; e “Nova NFE”, uma empresa integrada de GNL para geração de energia, com ações negociadas em bolsa, que engloba todos os demais ativos e operações remanescentes da NFE.

Os grupos de credores trocarão seus títulos de dívida por ações preferenciais e ações ordinárias. No total, a transação resultará na emissão de até US$ 2,5 bilhões de ações preferenciais e na emissão de 65% das ações ordinárias da “Nova NFE”.

Os acionistas atuais da NFE terão sua participação diluída para 35% do capital social ordinário e estarão sujeitos a diluição adicional caso parte ou a totalidade das ações preferenciais seja convertida.

“Essa reestruturação consensual representa um marco histórico para a empresa”, disse Wes Edens, presidente e CEO de NFE.


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