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Conta de luz sobe no RJ: veja de quanto será o aumento

Fonte: cidadedeniteroi.com | Data: 18/03/2026 15:01:02

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A conta de luz no Rio de Janeiro ficará mais cara a partir desta quarta-feira (18), após uma decisão judicial que elevou o reajuste aplicado aos consumidores atendidos pela Light. O aumento médio passou de 8,59% para 16,69%, praticamente o dobro do valor aprovado anteriormente.

A mudança ocorre após determinação da Justiça Federal, que obrigou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a recalcular as tarifas.

Foto: Divulgação

Com a nova decisão, os percentuais variam conforme o tipo de consumidor:

  • Residencial: de 6,40% para 14,58%
  • Alta tensão (indústrias): até 21,35%
  • Média geral: 16,69%

O reajuste anterior havia sido aprovado pela Aneel poucos dias antes, com base em um cálculo que considerava mecanismos para reduzir o impacto nas tarifas.

Por que o reajuste da luz aumentou

A elevação ocorreu após a Light entrar na Justiça questionando o uso de créditos de PIS/Cofins para reduzir o valor das contas.

Esses créditos vinham sendo usados para aliviar o bolso dos consumidores, já que resultam de decisões judiciais que retiraram o ICMS da base de cálculo desses tributos.

Com a liminar concedida pela 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, a Aneel informou que foi notificada e teve que cumprir a decisão, elevando o reajuste.

Entenda o impacto para os consumidores

A mudança tem efeito direto no orçamento das famílias e empresas, especialmente porque o aumento foi ampliado poucos dias após o anúncio inicial.

Entre os principais impactos:

  • Conta de luz mais cara já neste mês
  • Aumento maior para residências do que o previsto inicialmente
  • Impacto ainda mais alto para indústrias

Controvérsia sobre valores e risco futuro

O caso também envolve uma discussão sobre os créditos tributários utilizados no cálculo das tarifas.

Dados do processo indicam que a Light já devolveu cerca de R$ 5,86 bilhões aos consumidores até 2025, enquanto o total reconhecido pela Receita Federal é de R$ 5,26 bilhões.

Segundo a Aneel, essa diferença pode gerar distorções futuras nas tarifas.

O relator do processo, diretor Gentil Nogueira, alertou que, se o entendimento atual for mantido, pode haver necessidade de novos ajustes mais elevados nos próximos anos para compensar valores devolvidos a mais — situação descrita como uma possível “bolha” tarifária.