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Secretaria de Saúde do DF lança Boletim Epidemiológico Anual 2026

Fonte: jornaldebrasilia.com.br | Data: 19/03/2026 15:20:16

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) lançou, nessa quarta-feira (18), a edição de 2026 do Boletim Epidemiológico Anual (BEA). A publicação, disponível na revista científica Comunicação em Ciências da Saúde, traz dados sobre impactos e avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças como meningite, coqueluche, sarampo, dengue, tuberculose, doença de Chagas e doenças crônicas. Além disso, inclui estudos sobre violência contra mulheres e o ciclo de monitoramento da vigilância epidemiológica no DF.

A solenidade de lançamento ocorreu na Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou a importância do BEA para balizar políticas públicas em um período de transição epidemiológica no DF, marcado por mudanças na população, envelhecimento abrupto e aumento da expectativa de vida, o que gera novos cenários de atendimento e desafios de financiamento.

O gestor mencionou investimentos atuais para ampliar a busca por evidências, como o uso de tablets por Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), equipes de Consultório na Rua (eCR) e profissionais em ações externas. A SES-DF também investe em programas e softwares para apoiar a tomada de decisões baseadas em dados.

A subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Raquel Mesquita Alves, enfatizou que o BEA transforma dados em ações que alteram trajetórias de vida. O subsecretário de Vigilância à Saúde, Rodrigo Republicano, ressaltou o papel estratégico da vigilância para proteger a população de epidemias e surtos, ações muitas vezes invisíveis, mas essenciais para a saúde pública.

A diretora executiva da Fepecs, Inocência Rocha da Cunha Fernandes, elogiou o esforço coletivo de servidores para um Sistema Único de Saúde melhor. A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, que conduziu a elaboração do BEA, destacou a reunião de epidemiologia, pesquisa e assistência para análise qualificada de dados e produção de evidências que orientam decisões e fortalecem o SUS.

A solenidade contou com a presença da coordenadora de Pesquisa e Comunicação Científica da Escola de Saúde Pública do DF, Ana Claudia Godoy, e do editor executivo da revista Comunicação em Ciências da Saúde, Luciano de Paula Camilo.

Entre os dados apresentados, o BEA mostra que, entre 2019 e 2024, a incidência de doença meningocócica caiu de 0,74 para 0,16 casos por 100 mil habitantes, enquanto a meningite por pneumococo subiu de 0,34 para 0,91. Para coqueluche, de 2006 a 2024, 61,2% dos casos afetaram crianças menores de um ano, o que reforçará ações para esse público.

No caso da tuberculose, entre 2021 e 2023, a incidência por 100 habitantes aumentou de 10,1 para 13,4, a taxa de cura caiu de 72,2% (em 2015) para 53,7% (em 2023), e o abandono do tratamento subiu de 5,3% para 14,7% no mesmo período inicial.

Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)