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Começa evacuação de passageiros do cruzeiro com surto de hantavírus nas Ilhas Canárias

Fonte: oglobo.globo.com | Data: 10/05/2026 06:26:32

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Primeiro desembarque no porto de Granadilla inclui passageiros e tripulante espanhol; operação mobiliza autoridades internacionais sob coordenação da OMS


MV Hondius
MV Hondius — Foto: AFP

RESUMO

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GERADO EM: 10/05/2026 – 06:05

Evacuação do Cruzeiro MV Hondius nas Canárias por Surto de Hantavírus

Inicia-se a evacuação de passageiros do cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus nas Ilhas Canárias. O primeiro desembarque no porto de Granadilla inclui um tripulante espanhol e passageiros, sob rigoroso protocolo sanitário. A operação, coordenada pela OMS e supervisionada por Tedros Adhanom Ghebreyesus, visa retirar mais de 100 pessoas da embarcação.

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Os cerca de 150 ocupantes do cruzeiro MV Hondius começaram a desembarcar neste domingo no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, dando início a uma complexa operação internacional de evacuação montada após o surto de hantavírus a bordo, que matou três passageiros e mobilizou autoridades sanitárias de vários países.

O primeiro grupo deixou a embarcação em uma lancha e seguiu para o pequeno porto, onde uma estrutura especial foi montada para garantir que a retirada ocorra sem contato com a população local.

“Começa o desembarque dos passageiros e do tripulante espanhol”, informou o Ministério da Saúde da Espanha em mensagem publicada no Telegram.

Uma jornalista da AFP no local viu cinco pessoas sentadas na parte traseira de uma lancha, vestidas com trajes de proteção azuis — imagem que sintetiza a cautela extrema adotada na operação.

Antes do início do desembarque, equipes médicas subiram a bordo para avaliar os passageiros, que seguem sem sintomas, segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García. Ela acompanha a operação no cais ao lado de outros ministros e do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que supervisiona pessoalmente a evacuação.

Saída em grupos e voos de repatriação

Ao chegarem ao porto, os ocupantes do navio são levados em ônibus protegidos até o aeroporto de Tenerife Sul, a cerca de dez minutos dali. De lá, embarcam diretamente em aviões para seus países de origem, sem circular por áreas comuns do terminal.

A evacuação ocorre em grupos de cinco. Segundo Mónica García, o primeiro voo levará os 14 espanhóis a um hospital militar em Madri. Ainda neste domingo, devem partir voos para Países Baixos, Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos.

O último voo, com destino à Austrália, está previsto para segunda-feira, quando a operação deve ser concluída.

No porto, tendas da Guarda Civil e ônibus vermelhos da Unidade Militar de Emergência (UME) foram posicionados para o transporte controlado dos passageiros.

OMS tenta conter temor de nova crise sanitária

O governo espanhol insiste que a operação foi planejada com “todas as garantias de saúde pública”.

Tedros reforçou esse recado.

— Preciso que me escutem com clareza: isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua baixo — afirmou.

Ao mesmo tempo, reconheceu a gravidade da cepa detectada no navio — a variante Andes, a única forma conhecida de hantavírus com registros raros de transmissão entre humanos.

— Três pessoas perderam a vida, e nosso coração está com suas famílias. O risco para vocês, em sua vida cotidiana em Tenerife, é baixo — disse.

O balanço mais recente da OMS registra seis casos confirmados entre oito suspeitos. Entre os mortos estão um casal de passageiros holandeses e uma mulher alemã.

Resistência local

Concluída a operação, o MV Hondius seguirá viagem para os Países Baixos com parte essencial da tripulação e o corpo de uma das vítimas, onde será submetido a desinfecção.

O navio permanece fundeado, sem atracar, por exigência das autoridades regionais das Canárias, que resistiram à operação por temor de risco sanitário.

— Com minha autorização e conivência, não vou colocar a população em risco. Se eles querem afrontar a comunidade autônoma e a vontade das instituições canárias, farão isso a partir do governo da Espanha, mas não com nossa cumplicidade — afirmou o presidente regional, Fernando Clavijo.

Após reunião com Tedros no sábado, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defendeu a decisão de receber o navio.

Oferecer ao cruzeiro “um porto seguro é um dever moral e legal para com nossos cidadãos, a Europa e o direito internacional”, escreveu na rede X.

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