Light planeja investir R$ 10 bilhões em 5 anos no Rio após renovar concessão
Fonte: oglobo.globo.com | Data: 11/05/2026 07:09:24
Empresa espera sair da recuperação judicial no segundo semestre e se prepara para aumento da demanda de energia
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GERADO EM: 10/05/2026 – 17:28
Light planeja investir R$ 10 bi em modernização após renovar concessão
Após renovar sua concessão por 30 anos, a Light planeja investir R$ 10 bilhões em cinco anos para modernizar e expandir sua rede em 31 municípios do Rio de Janeiro. A empresa, que está em recuperação judicial devido a um endividamento de R$ 11 bilhões, espera sair dessa situação no segundo semestre. O foco será na digitalização e redução de furtos de energia, visando melhorar a qualidade do serviço e se preparar para o aumento da demanda.
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A Light vai investir R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos nos 31 municípios de sua área de atuação. O valor é mais que o dobro do realizado nos últimos cinco anos. O plano faz parte da renovação da concessão pelo Ministério de Minas e Energia por mais 30 anos, após recomendação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na última sexta-feira.
O aval para seguir fornecendo energia ocorre após a companhia ter entrado com pedido de recuperação judicial, em 2023, diante do alto endividamento, de quase R$ 11 bilhões, perdas bilionárias com furtos de energia e dificuldades para rolar dívidas. Como concessionárias de energia não podem entrar diretamente em recuperação judicial, o pedido foi feito pela holding Light S.A., controladora.
Aumento de capital
A concessionária atende 4,3 milhões de unidades consumidoras em 31 municípios do Estado do Rio, somando 12 milhões de pessoas. Mas, para o processo de recuperação judicial avançar, era preciso obter a renovação da concessão. Agora, a empresa fará um aumento de capital na distribuidora nos próximos 90 dias, cujo valor deve oscilar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Vai ainda converter dívidas em ações no valor de R$ 2,2 bilhões.
Segundo Alexandre Nogueira, CEO da Light, a continuidade de operações só foi possível com a redução do endividamento por meio da negociação com credores. A empresa chegou ao fim de 2025 com dívida de R$ 6,4 bilhões.
— Esse é o último ato para que a empresa finalmente saia da recuperação judicial e encerre esse ciclo. Nossa esperança é sair da recuperação judicial no segundo semestre. Esse cenário só foi possível devido à redução drástica do endividamento pela negociação com os credores, além dos avanços nos indicadores operacionais — diz o executivo.
O aumento de capital será destinado à renovação de ativos, expansão, recuperação de energia e gastos com tecnologia da informação. Em 2025, a empresa registrou lucro de R$ 213 milhões, queda de 87% em relação ao ano anterior. O executivo lembra que, mesmo em recuperação judicial, a Light manteve pagamentos a fornecedores e colaboradores, obrigações operacionais, regulatórias e setoriais:
— Em 2023, investimos R$ 824 milhões e, no ano seguinte, o investimento subiu a R$ 967 milhões. Já em 2025, os acionistas deram suporte à aceleração do plano, e o investimento atingiu R$ 1,6 bilhão. Para este ano, a perspectiva é que fique entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões.
O executivo adianta que o plano de investimentos para os próximos anos será focado na renovação, modernização e digitalização da rede. Haverá substituição de equipamentos antigos e automação de sistemas para reduzir interrupções, otimizar a manutenção e reforçar a qualidade do serviço. O objetivo é reduzir perdas técnicas, enfrentar eventos climáticos e se preparar para maior demanda futura de energia, em função dos data centers e do avanço do uso da inteligência artificial.
— O novo contrato dá à Light sustentabilidade para realizar esses investimentos, seguir melhorando o serviço e voltar a remunerar os acionistas. Investir na renovação é cuidar da base que sustenta todo o sistema elétrico — avalia.
Áreas de risco
O novo contrato vai trazer um tratamento diferente para áreas de risco, onde há elevada concentração de furtos. O tema está em discussão na Aneel, que deve regulamentar o assunto este ano. Para Nogueira, encontrar uma solução é essencial, já que os furtos representam um dos maiores custos da empresa:
— A possibilidade de tarifa específica para áreas de risco, no novo arcabouço contratual, é fundamental para a redução de furtos e inadimplência.
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