Vendas do comércio recuam 0,9% em março, diz IBGE
Fonte: reporternews.com.br | Data: 14/05/2026 07:27:59
As vendas do com�rcio varejista brasileiro seguiram em queda. Em mar�o, na compara��o com fevereiro, o indicador recuou 0,9%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE).
Essa � a maior queda para o m�s de mar�o desde 2003, quando registrou retra��o de 2,4%. Frente ao mesmo m�s de 2014, o varejo teve queda de 0,4%.
�No caso desse mensal, [o resultado] � mais a conjuntura. Quando voc� olha o resultado de 0,4% [na compara��o com o mesmo m�s do ano anterior], ele sobrevive por causa do calend�rio. Mar�o de 215 teve tr�s dias �teis a mais do 2014�, explicou Juliana Vasconcellos, gerente de servi�os e com�rcio do IBGE. �Esse -0,9% reflete a conjuntura de 2015 e como terminou o ano passado�.
�O indicador mensal reflete muito a expectativa do consumidor e das fam�lias. Ent�o, pode ser um m�s que ele tenta compensar as vendas do m�s anterior e corta os bens sup�rfluos e os bens dur�veis�, afirmou.
De acordo com a gerente, a P�scoa colaborou para o resultado do com�rcio varejista. �Apesar da pascoa cair em abril, ela foi muito no in�cio. As vendas acabaram refletindo esse aumento em mar�o, em outros artigos. Al�m de tudo, mar�o voc� j� tem uma retomada das atividades rotineiras, j� pagaram IPVA, IPTU�, completou.
�Para a composi��o do �ndice de 0,4% [resultado mensal], as atividades que mais contribu�ram foram outros artigos de uso pessoal e dom�stico. Em seguida, farmac�uticos, m�dicos e ortop�dicos”, disse Juliana.
Trimestre
No trimestre, o com�rcio acumula queda de 0,8%, e em 12 meses, alta de 1%.
De acordo com o IBGE, os tr�s primeiros meses do ano tiveram o menor resultado para um primeiro trimestre desde 2003, quando caiu 6,1%, na compara��o com igual per�odo do ano anterior.
Em mar�o
A maioria das atividades vendeu menos em mar�o. Tecidos, vestu�rio e cal�ados, por exemplo, tiveram queda de 1,4%; hipermercados, supermercados, produtos aliment�cios, bebidas e fumo, de 2,2%; m�veis e eletrodom�sticos, de 3%; e ve�culos e motos, partes e pe�as, de 4,6%.
De acordo com a gerente, o resultado de mar�o reflete �o or�amento das fam�lias comprometido fam�lias e peso do hiper e supermercado, que � muito grande�.
Por outro lado, cresceram as vendas de combust�veis e lubrificantes (2,8%); outros artigos de uso pessoal e dom�stico (1,2%) e artigos farmac�uticos, m�dicos, ortop�dicos, de perfumaria e cosm�ticos (1,2%).
Na compara��o de mar�o deste ano com o mesmo m�s do ano passado, apenas tr�s atividades tiveram resultados positivos: outros artigos de uso pessoal e dom�stico (17,4%); artigos farmac�uticos, m�dicos, ortop�dicos, de perfumaria e cosm�ticos (10,2%); e equipamentos e material para escrit�rio, inform�tica e comunica��o (21,8%).
As atividades que exerceram impactos negativos na composi��o do resultado do varejo foram hipermercados, supermercados, produtos aliment�cios, bebidas e fumo (-2,4%); m�veis e eletrodom�sticos (-6,8%); combust�veis e lubrificantes (-2,1%); e tecidos, vestu�rio e cal�ados (-1,2%).