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Escândalo do Banco Master isola Flávio Bolsonaro e provoca racha na direita

Fonte: contilnetnoticias.com.br | Data: 14/05/2026 07:57:35

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O cenário político para a sucessão presidencial de 2026 entrou em rota de colisão nesta quarta-feira (13). O vazamento de áudios que ligam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um suposto esquema de financiamento irregular com o Banco Master provocou o primeiro grande racha na ala conservadora. O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), anunciou o rompimento público com o parlamentar.

A crise, revelada pelo site Intercept, gira em torno de uma negociação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O montante teria como objetivo custear a produção do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo as investigações, cerca de R$ 61 milhões teriam sido desembolsados em parcelas entre fevereiro e maio de 2025.

O que mais fragilizou a posição de Flávio Bolsonaro foi o teor das gravações. Nos áudios, o senador cobra repasses atrasados em tom de proximidade, chamando o banqueiro de “irmão” e garantindo que “estará com ele sempre”. Para investigadores, a relação demonstrada ultrapassa os limites da ética parlamentar e levanta suspeitas de tráfico de influência e crimes financeiros.

O impacto foi imediato entre os aliados. Zema classificou a conduta como um “tapa na cara dos brasileiros” e mandou um recado direto à base bolsonarista: “Não adianta nada criticar as práticas do PT e fazer a mesma coisa”, disparou o mineiro ao cobrar coerência ética.

Outro nome de peso da direita a se distanciar foi o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Também pré-candidato ao Planalto, Caiado exigiu explicações imediatas. “Tudo o que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população”, afirmou, enfatizando que a sociedade não tolera mais nebulosidade entre o interesse público e o privado.

No Congresso, setores da oposição já protocolaram pedidos de cassação de mandato e de prisão preventiva contra o senador. Parlamentares alegam que as provas são contundentes quanto ao uso do cargo para benefício pessoal e familiar.

O escândalo reflete diretamente nas intenções de voto. Na pesquisa Quaest divulgada também nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou sua vantagem em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Enquanto os índices de rejeição do senador disparam após o vazamento, Lula mantém estabilidade na liderança do primeiro turno, isolando ainda mais o clã Bolsonaro no tabuleiro de 2026.