Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Flávio Bolsonaro aposta em defesa da CPI do Master para conter desgaste político

Fonte: fatosonline.com.br | Data: 15/05/2026 07:10:17

🔗 Ler matéria original




Foto: Saulo Cruz /Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro decidiu apostar na defesa da CPI do Banco Master como principal estratégia para tentar conter o desgaste provocado pela revelação de conversas íntimas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação de aliados é que a ofensiva pode ajudar o pré-candidato do PL a demonstrar distanciamento das suspeitas envolvendo o banco e reforçar o discurso de apoio às investigações sobre possíveis fraudes e conexões políticas do esquema.

A crise ganhou força após vir à tona um áudio em que Flávio chama Vorcaro de “meu irmão” e cobra novos repasses para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo reportagens recentes, o projeto teria recebido R$ 134 milhões ligados ao empresário. Até então, o senador afirmava publicamente que não possuía relação com o ex-banqueiro. Em nota, Flávio alegou que não houve uso de dinheiro público nem favorecimento ao Banco Master, classificando a operação como um patrocínio privado para um filme privado.

Nos bastidores, porém, integrantes do Partido Liberal reconhecem que a instalação da CPI é considerada improvável neste momento. O principal obstáculo é o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, contrário ao avanço das investigações. Pedidos de criação de CPIs seguem travados tanto na Câmara quanto no Senado, inclusive ações protocoladas no STF sem decisão até agora.

A estratégia de Flávio também busca neutralizar o impacto político da crise junto ao eleitorado conservador, enquanto adversários do governo e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentam explorar o escândalo como símbolo de corrupção e proximidade entre políticos e o Banco Master. Mesmo assim, integrantes da oposição admitem reservadamente que dificilmente haverá avanço concreto nas investigações antes das eleições presidenciais, apontou a Folha.