Foto: Carta Capital

Os consumidores da Paraíba continuarão pagando mais caro pela energia elétrica em junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela para todo o país, o que mantém a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz.

A decisão impacta diretamente residências, comércios e indústrias paraibanas atendidas pela Energisa Paraíba, concessionária responsável pela distribuição de energia em praticamente todo o estado. O cenário também amplia a preocupação de setores produtivos que já enfrentam custos elevados com insumos e taxas de financiamento.

Segundo a Aneel, a permanência da bandeira amarela está relacionada ao avanço do período seco no Brasil. Com menor volume de chuvas e redução da geração hidrelétrica, o sistema elétrico nacional precisa acionar usinas termelétricas, cuja produção possui custo mais elevado.

A medida marca o segundo mês consecutivo de cobrança adicional nas tarifas. Entre janeiro e abril de 2026, vigorou a bandeira verde, sem custos extras para os consumidores. O cenário mudou em maio devido à piora das condições de geração de energia e permanece em junho.

Impacto para famílias e empresas da Paraíba

Na prática, uma residência paraibana com consumo médio de 200 kWh por mês terá um acréscimo aproximado de R$ 3,77 na conta de energia apenas por causa da bandeira amarela. Para estabelecimentos comerciais e pequenas empresas, que costumam apresentar consumo mais elevado, o impacto tende a ser ainda maior.

O setor produtivo acompanha com atenção a evolução das bandeiras tarifárias, especialmente porque a energia elétrica representa um dos principais custos operacionais de segmentos como comércio, serviços, indústria e turismo, atividades que têm ampliado participação na economia paraibana.

Especialistas do setor energético avaliam que a continuidade do período seco poderá influenciar as próximas definições da Aneel para o segundo semestre, quando o consumo costuma crescer em algumas regiões do país.

Entenda como funcionam as bandeiras tarifárias

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente o custo da geração de energia elétrica no Brasil. As cores indicam se haverá ou não cobrança adicional na conta de luz.

Na bandeira verde não existe cobrança extra. Na bandeira amarela o acréscimo é de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha patamar 1 adiciona R$ 4,46 por 100 kWh, enquanto a bandeira vermelha patamar 2 eleva a cobrança para R$ 7,87 por 100 kWh consumidos.

A definição das bandeiras é feita mensalmente com base nas projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que avalia as condições dos reservatórios, o regime de chuvas e os custos necessários para garantir o abastecimento energético em todo o país.

Redação com informações da Agência Brasil

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