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Fim da escala 6×1: a Bahia tem muito a ganhar

Fonte: atarde.com.br | Data: 03/06/2026 05:15:17

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O ano de 2026 já entrou para a História. Finalmente, fizemos avançar uma antiga reivindicação do movimento sindical: a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Um feito comparado a outras grandes conquistas, como o 13º salário e o direito às férias.

Com a aprovação da PEC 221/19 na Câmara dos Deputados, ficarão assegurados pelo menos dois dias de repouso remunerado por semana, um dos quais preferencialmente aos domingos, possibilitando mais convívio das famílias, bem-estar, saúde e dignidade humana.

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A sobrecarga é um dos principais fatores de adoecimento ocupacional, segundo a OMS. Os números preocupantes afetam diretamente as contas públicas, abarrotando o INSS e o SUS. Conforme relatório Sapiens Labs de 2023, o Brasil detém a maior prevalência de ansiedade, com 9,3% da população – 3º pior índice global de saúde mental, entre 64 países. O custo previdenciário com auxílio por incapacidade temporária em decorrência de transtornos mentais saltou de R$19 bilhões em 2022 para mais de R$ 30 bi em 2024.

Com as novas tecnologias, a produtividade aumentou. Precisamos fazer com que os benefícios cheguem à sociedade e não apenas a quem concentra renda. Não faz sentido exigir a mesma jornada de 40 anos atrás a um empregado que agora pode trabalhar com mais celeridade e ganho de escala.

Ao contrário do que dizem os opositores, a construção da PEC foi responsável, com regulamentação específica para atividades que demandam tratamento diferenciado e transição de 14 meses para a efetivação total da redução – em 60 dias, a jornada já será de 42 horas, para melhor organizar a mudança.

Na Bahia, cerca de 600 mil trabalhadores serão beneficiados diretamente. Haverá aquecimento de setores que já são muito fortes, como serviços, turismo e comércio. Nossa cultura e economia criativa também irão se beneficiar, assim como o esporte e atividades de lazer, que possuem um ecossistema econômico dinâmico.

Eficiência não depende da exploração do trabalho e sim de melhorias em logística, aumento do valor agregado da produção, incremento da industrialização e investimentos em pesquisa e inovação que permitam disputar a fronteira tecnológica. Foi nesses moldes que o Governo federal criou a política da Nova Indústria Brasil. E aqui, desde o início da gestão do Governador Jerônimo Rodrigues, qualificamos 25 mil pessoas em 120 segmentos, atraímos novas empresas, fortalecemos as já existentes e registramos a menor taxa de desocupação da série histórica.

Parabéns às Centrais Sindicais, ao Presidente Lula e aos parlamentares progressistas que tiveram coragem de enfrentar a discussão que nos possibilitou alcançar uma expressiva vitória. Agora, a batalha será no Senado, mas estamos confiantes.

*Secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia