Rollemberg aumenta pressão sobre Ibaneis no caso BRB-Master
Fonte: vozdebrasilia.com.br | Data: 03/06/2026 13:17:07
O deputado federal Rodrigo Rollemberg elevou o tom das críticas ao ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ao afirmar que ele teria comandado as operações entre o BRB e o Banco Master investigadas pelas autoridades. As declarações foram feitas nesta terça-feira (2).
Segundo Rollemberg, a delação premiada do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pode ser fundamental para esclarecer quem participou das operações investigadas, quem teria sido beneficiado financeiramente e qual teria sido o destino dos recursos envolvidos.
Acusações sobre operação do Master
O parlamentar afirmou que a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB teria contado com participação direta de Ibaneis Rocha e classificou o ex-governador como um dos principais defensores da operação.
Rollemberg também mencionou supostas articulações políticas realizadas para buscar apoio à aprovação da operação junto a órgãos reguladores.
Delação é vista como peça-chave
De acordo com o deputado, Paulo Henrique Costa possui informações que podem auxiliar as investigações, incluindo dados sobre a movimentação dos recursos e possíveis beneficiários das operações financeiras investigadas.
O parlamentar defendeu que eventuais valores desviados sejam recuperados e que os responsáveis sejam identificados pelas autoridades competentes.
Ministro fala em responsabilidade do GDF
Em entrevista à revista Veja, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o rombo financeiro do BRB teria origem em atos investigados como possíveis irregularidades e ressaltou que a responsabilidade pela solução do problema cabe ao Governo do Distrito Federal.
Durigan declarou que uma eventual utilização de recursos federais para cobrir prejuízos seria inadmissível e afirmou que as investigações seguem em andamento.
Defesa reage
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que representa Ibaneis Rocha, classificou as declarações do ministro como “irresponsáveis”.
Até o momento, não há condenação judicial contra os citados, e as apurações continuam sob responsabilidade das autoridades competentes.
