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Acre supera Norte em ensino superior, mas ainda está longe dos líderes nacionais, mostra IBGE

Fonte: acrenews.com.br | Data: 04/06/2026 11:34:24

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O percentual de acreanos com ensino superior completo avançou nas últimas décadas e hoje coloca o estado em posição melhor que a média da Região Norte. Ainda assim, os dados do Censo Demográfico 2022 mostram que o Acre permanece distante dos estados mais desenvolvidos do país quando o assunto é formação universitária.

Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revelam que 16,75% da população brasileira com 18 anos ou mais concluiu o ensino superior. Em termos absolutos, isso representa aproximadamente 25,9 milhões de brasileiros graduados, sendo 15,4 milhões de mulheres e 10,5 milhões de homens.

O levantamento mostra fortes desigualdades regionais. O Distrito Federal lidera o ranking nacional, com 33,16% da população adulta possuindo diploma universitário — praticamente o dobro da média brasileira. Em seguida aparecem São Paulo, com 21,54%, e outros estados das regiões Sul e Sudeste.

Na outra extremidade está o Maranhão, com apenas 9,86%, o menor percentual do país.

Acre acima da média da Região Norte

De acordo com o mapa divulgado pelo IBGE, o Acre aparece em uma faixa intermediária, registrando percentual superior ao de vários estados da Amazônia Legal.

O estado supera, por exemplo, Amazonas, Pará, Rondônia, Amapá e Maranhão, demonstrando avanço importante na qualificação educacional da população.

No entanto, ainda permanece atrás de unidades federativas com maior dinamismo econômico e concentração de universidades, como Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná.

A diferença é expressiva. Enquanto um em cada três moradores do Distrito Federal possui diploma universitário, no Acre a proporção é inferior à metade desse índice.

Desigualdade regional persiste

A distribuição dos graduados pelo território nacional evidencia um padrão histórico de desigualdade.

Os maiores percentuais concentram-se nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, áreas que reúnem maior oferta de universidades públicas e privadas, renda média mais elevada e melhores indicadores socioeconômicos.

Já os menores índices estão concentrados principalmente no Norte e Nordeste.

O cenário reflete desafios antigos relacionados ao acesso à educação superior, à permanência dos estudantes nas universidades e à oferta de vagas em municípios mais distantes dos grandes centros urbanos.

Mulheres lideram formação universitária

Outro dado relevante do Censo 2022 é a predominância feminina entre os brasileiros com ensino superior completo.

Segundo o IBGE, as mulheres representam cerca de 59,5% dos graduados do país, totalizando 15,4 milhões de pessoas. Os homens somam 10,5 milhões, ou aproximadamente 40,5%.

A diferença confirma uma tendência observada nas últimas décadas, em que as mulheres passaram a registrar maiores taxas de escolarização em praticamente todos os níveis de ensino.

Impactos na economia e no desenvolvimento

Especialistas apontam que a expansão da escolaridade superior tem reflexos diretos na renda, produtividade e competitividade econômica dos estados.

Pessoas com diploma universitário costumam apresentar maior inserção no mercado formal, melhores salários e maior participação em atividades de inovação e gestão.

Por isso, os dados do Censo são considerados estratégicos para orientar políticas públicas voltadas à ampliação do acesso ao ensino superior e à redução das desigualdades regionais.

No caso do Acre, o avanço registrado nas últimas décadas demonstra uma evolução importante do sistema educacional, mas os números também revelam que o desafio permanece grande. A distância em relação aos estados líderes do ranking nacional mostra que ampliar a formação universitária continua sendo uma das condições essenciais para acelerar o desenvolvimento social e econômico do estado.

Segundo o IBGE, o levantamento considera pessoas de 18 anos ou mais com nível superior completo, embora, em situações excepcionais, seja possível a conclusão da graduação antes dessa idade. Os dados integram os resultados de escolaridade do Censo Demográfico 2022 e servem como referência para o planejamento de políticas educacionais em todo o país.