Seguro residencial cresce 10,5% no 1º tri de 2026, aponta Susep
Fonte: portas.com.br | Data: 05/06/2026 09:22:35
Veja o resumo da noticia
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- O mercado de seguro residencial cresceu 10,5% no 1º trimestre de 2026, atingindo R$ 1,73 bilhão em prêmios.
- Entre 2022 e 2025, o setor avançou 49,22%, impulsionado pela mudança no comportamento do consumidor.
- Quase 65% dos acionamentos de seguro residencial são para imprevistos domésticos e manutenção, não grandes sinistros.
- Eventos climáticos extremos, como temporais e chuvas intensas, também contribuem para o aumento da demanda.
- Apesar do crescimento, apenas cerca de 17% das residências brasileiras possuem seguro, indicando grande potencial de expansão.

O mercado de seguro residencial registrou crescimento de 10,5% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo os dados mais recentes da Susep (Superintendência de Seguros Privados). O segmento arrecadou R$ 1,73 bilhão em prêmios entre janeiro e março, o maior volume já registrado para o período na série histórica do órgão regulador.
O resultado reforça uma tendência de expansão consistente. De 2022 a 2025, o mercado de seguro residencial avançou 49,22%, passando de R$ 4,48 bilhões para R$ 6,66 bilhões em prêmios emitidos no ano. O ritmo de crescimento se manteve acima de dois dígitos em três dos últimos quatro anos.
Veja dados da evolução do seguro residencial no país
Prêmios emitidos em 2025
R$ 6,66 bi
Crescimento 2022–2025
+49,2%
Crescimento 1º tri 2026
+10,5%
Prêmios emitidos por ano — mercado de seguro residencial (R$ bilhões)
Prêmios emitidos
Crescimento ano a ano
Prêmios emitidos no 1º trimestre — comparativo (R$ bilhões)
1º trimestre
2026 (mais recente)
Fonte: Susep (Superintendência de Seguros Privados)
Para especialistas do setor, o crescimento reflete uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro.
“O seguro residencial deixou de ser visto apenas como uma despesa eventual, mas como uma solução que combina proteção, conveniência e tranquilidade”, afirma Andrea Nogueira, diretora de seguros massificados da Mapfre.
Dados da Brasilseg, empresa da BB Seguros, apontam que quase 65% dos acionamentos do seguro residencial estão ligados a imprevistos domésticos e manutenção, e não a grandes sinistros como incêndios ou roubos. Serviços de chaveiro, encanador, eletricista e conserto de eletrodomésticos figuram entre os mais utilizados pelos segurados.
O crescimento dos eventos climáticos extremos também impulsiona a demanda. “Em estados como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, o aumento das indenizações esteve diretamente associado a temporais, granizo e chuvas intensas”, afirma Magda Truvilhano, vice-presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da FenSeg.
Apesar da expansão, o mercado ainda tem espaço relevante para crescer. Segundo a Mapfre, apenas cerca de 17% das residências brasileiras possuem seguro residencial atualmente. Dados da FenSeg mostram que o índice de residências seguradas passou de 13,6% para 17% em quatro anos, crescimento considerado gradual pelo setor.
A Caixa Residencial registrou crescimento de 5,7% em prêmios emitidos no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 266,3 milhões, segundo o presidente da companhia, Rodrigo Valença.
Fonte: Susep, Brasilseg, FenSeg e Mapfre.
Clayton Freitas é jornalista há mais de 20 anos, com atuação em cidades, negócios, economia e mercado imobiliário. Já teve passagens por veículos como Forbes, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Veja São Paulo. É colaborador do Portas.
Clayton Freitas é jornalista há mais de 20 anos, com atuação em cidades, negócios, economia e mercado imobiliário. Já teve passagens por veículos como Forbes, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Veja São Paulo. É colaborador do Portas.