374 mil garrafas de água Crystal com bactéria perigosa foram vendidas para brasileiros
Fonte: tribunademinas.com.br | Data: 05/06/2026 13:10:00
Uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou em alerta consumidores de diversas regiões do país após a determinação do recolhimento de um lote específico da água mineral Crystal.
A medida envolve aproximadamente 374,4 mil garrafas de 500 ml distribuídas em municípios de Goiás, Tocantins, Distrito Federal e cidades do interior de São Paulo.
A ação foi anunciada depois que análises laboratoriais identificaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra do produto.
A descoberta levou à adoção de medidas preventivas para evitar qualquer risco potencial à saúde pública.
Como a contaminação foi identificada
Segundo informações divulgadas pelas autoridades sanitárias, a suspeita surgiu durante uma fiscalização realizada em um ponto de venda no Distrito Federal.
Amostras do produto foram coletadas e encaminhadas para análise pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF).
Os exames apontaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo amplamente encontrado na natureza e que pode estar presente no solo, na água e em ambientes úmidos.
Após a confirmação dos resultados, o caso foi comunicado à vigilância sanitária e posteriormente à Anvisa.
A investigação levou à interdição da unidade responsável pelo envase do lote localizado em Luziânia, Goiás, enquanto os órgãos competentes aprofundam a apuração do caso.
Qual lote está sendo recolhido
A determinação de recolhimento não afeta toda a produção da marca Crystal. A medida é restrita exclusivamente ao lote identificado como:
- LZ1 VAL 200127 3 P 200126
- Data de fabricação: 20 de janeiro de 2026
- Validade: 20 de janeiro de 2027
- Embalagem: Água Mineral Natural Crystal sem gás de 500 ml
A Anvisa reforça que apenas as unidades pertencentes a esse lote específico devem ser retiradas de circulação.
Cidades de São Paulo estão entre as afetadas
Embora o produto tenha sido distribuído em diferentes estados, algumas cidades paulistas receberam parte da remessa.
Entre os municípios citados pela fabricante estão:
- Sorocaba
- Itu
- São Roque
- Itapetininga
- Tatuí
Consumidores dessas localidades devem verificar atentamente as informações impressas nas embalagens para identificar se possuem unidades pertencentes ao lote recolhido.
O que é a bactéria encontrada
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria conhecida por sua capacidade de sobreviver em ambientes úmidos e por sua resistência a determinadas condições ambientais.
Na maioria das pessoas saudáveis, o contato eventual com esse microrganismo não costuma provocar problemas graves.
Entretanto, indivíduos com o sistema imunológico comprometido, pacientes hospitalizados ou pessoas com determinadas condições de saúde podem apresentar maior vulnerabilidade a infecções causadas pela bactéria.
Por esse motivo, a legislação sanitária estabelece rígidos padrões de qualidade para produtos destinados ao consumo humano, especialmente água mineral engarrafada.
Empresa afirma ter realizado novas análises
A Mineração Bom Jesus (MBJ), responsável pelo envase do lote envolvido, informou que o recolhimento está sendo realizado de forma preventiva e voluntária.
De acordo com a empresa, após a notificação das autoridades foram conduzidas análises em mais de 300 amostras coletadas durante diferentes etapas do processo produtivo.
Segundo a fabricante, todos os testes posteriores apresentaram resultados negativos para indicadores de contaminação microbiológica.
A empresa também destacou que a comercialização do lote ocorreu de forma limitada e que, devido ao alto volume de vendas, acredita haver pouca probabilidade de ainda existirem unidades disponíveis nos pontos de venda.
Não há registros de consumidores afetados
Até o momento da divulgação do recolhimento, não haviam sido registradas reclamações ou notificações de consumidores relacionadas ao lote investigado.
Mesmo sem relatos de problemas de saúde, a retirada do produto do mercado foi considerada necessária como medida preventiva e para garantir o cumprimento dos protocolos de segurança sanitária.
Especialistas destacam que ações rápidas de recolhimento são fundamentais para evitar riscos e preservar a confiança dos consumidores nos produtos comercializados.
Diferença entre este lote e os demais produtos da marca
A fabricante enfatizou que a ocorrência está restrita exclusivamente ao lote investigado e não possui relação com outras águas comercializadas sob a marca Crystal.
A empresa lembra que a marca utiliza diferentes fontes de captação e unidades de envase espalhadas pelo território nacional, todas submetidas à fiscalização dos órgãos reguladores.
Dessa forma, os demais lotes e produtos continuam sendo comercializados normalmente.
Orientação para quem comprou a água
Consumidores que possuam garrafas pertencentes ao lote LZ1 VAL 200127 3 P 200126 não devem consumir o produto.
A recomendação é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para receber orientações sobre os procedimentos de substituição ou reembolso.
A verificação do código do lote pode ser feita diretamente na embalagem, permitindo que o consumidor confirme se o produto adquirido faz parte do recolhimento anunciado pelas autoridades sanitárias.
Enquanto as investigações continuam, o caso serve como alerta para que consumidores observem atentamente comunicados oficiais de recolhimento de produtos e mantenham atenção às informações impressas nas embalagens dos itens que consomem diariamente.