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B100 lança OPA para fechar capital da ex-Reag

Fonte: spacemoney.com.br | Data: 05/06/2026 15:01:28

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A B100, companhia aberta dona da antiga Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (CBSF), do grupo Reag, protocolou na CVM, nesta quinta-feira (4), uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para recomprar os papéis ainda em circulação no mercado. A operação é consequência direta da aquisição de 96,93% do capital da CBSF pela holding B100 Controle e Participações, ligada à Planner.

Estrutura da operação

O negócio foi anunciado em novembro de 2025 e concluído em janeiro de 2026 pelo valor simbólico de R$ 1 mil. Com a concentração acionária acima do limite regulatório, a realização da OPA tornou-se obrigatória pela legislação do mercado de capitais. O prazo para adesão dos acionistas minoritários vai até 13 de julho de 2026.

Reorganização dos ativos Reag

A OPA integra um processo mais amplo de reorganização dos ativos remanescentes do grupo Reag, afetado pela Operação Carbono Oculto. A investigação resultou na decretação, pelo Banco Central, da liquidação extrajudicial da Reag Trust em janeiro de 2026.

Paralelamente à OPA, a B100 convocou assembleias extraordinárias para 24 de junho para deliberar sobre a incorporação da B100 Negócios. Segundo documentos enviados à CVM, a B100 Negócios detém participação, direta e indiretamente, em uma holding financeira e três sociedades operacionais.

Ativos da B100 Negócios

As três operacionais incluídas na estrutura são: Planner Sociedade de Crédito Direto, RWP TEC Sistemas e Redwood Asset Management. A incorporação consolidaria esses ativos sob a estrutura da B100, simplificando a cadeia societária. Para quem acompanha o segmento de investimentos, o movimento sinaliza reestruturação relevante no setor de serviços financeiros independentes.

Contexto regulatório

A OPA por alienação de controle é um mecanismo previsto na Lei das S.A. e nas normas da CVM para proteger acionistas minoritários quando há mudança de controle ou concentração acionária relevante. No caso da B100, a obrigação surge diretamente da aquisição que levou a controladora a deter quase 97% do capital.