Argentina ampliará busca por hantavírus para outra província, além do local de onde navio partiu
Fonte: oglobo.globo.com | Data: 05/06/2026 18:32:13
Especialistas buscam identificar se foco de surto em navio de cruzeiro começou em Ushuaia, de onde embarcação partiu
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GERADO EM: 05/06/2026 – 18:18
Argentina amplia busca por roedores de hantavírus após surto fatal em cruzeiro
A Argentina expandirá a busca por roedores portadores de hantavírus para a província de Mendoza, investigando um surto fatal em um navio de cruzeiro que partiu de Ushuaia. A ampliação visa identificar a origem do surto que resultou em três mortes. Em Ushuaia, capturaram-se roedores sem encontrar o “colilargo”, vetor do vírus. A cepa é a única transmissível entre humanos, registrada no sul da Argentina e no Chile.
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A Argentina ampliará sua busca por roedores portadores de hantavírus para a província de Mendoza, no oeste do país, como parte de uma investigação sobre um surto fatal em um navio de cruzeiro em abril, informou o Ministério da Saúde do país nesta sexta-feira (5).
A investigação ampliada ocorrerá de 8 a 12 de junho e dá sequência às investigações realizadas na província de Tierra del Fuego, no sul do país, de onde partiu o navio de cruzeiro MV Hondius, segundo um comunicado. O Hondius navegava de Ushuaia, na Argentina, para Cabo Verde quando sua viagem foi interrompida após a morte de três passageiros em decorrência de um surto de hantavírus.
A missão científica em Ushuaia, a cidade mais austral da Argentina, capturou mais de cem roedores para analisá-los, embora não tenha encontrado entre eles nenhum “colilargo”, o vetor da cepa de hantavírus envolvida no surto do cruzeiro Hondius, como informaram as autoridades sanitárias.
— Foram instaladas cerca de 140 armadilhas e, a cada dia (desde terça-feira), houve capturas em 40% ou 50% delas — disse em entrevista coletiva na ocasião do início da missão, Juan Petrina, diretor de Epidemiologia e Meio Ambiente da província da Terra do Fogo, da qual Ushuaia é capital. — (Nelas) Até o momento não tivemos nenhum colilargo — prosseguiu.
Essa cepa, registrada apenas em outras regiões do sul da Argentina e no Chile, é a única conhecida capaz de ser transmitida entre humanos. Ela é transmitida pelo rato-colilargo (Oligoryzomys longicaudatus). A missão científica busca confirmar ou descartar a presença do vírus nesse refúgio turístico do “fim do mundo”.
Com a ampliação da busca, as autoridades sanitárias consideram que possíveis roedores contaminados podem ter se espalhado pelo país ou que tenham chegado ao sul do país a partir de Mendoza.
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