Santa Catarina tem menor dependência do Bolsa Família no Brasil, aponta IBGE – Folha Desbravador
Fonte: folhadesbravador.com.br | Data: 08/06/2026 12:23:58
Santa Catarina é o estado brasileiro com a menor proporção de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, apenas 3,9% das residências catarinenses recebiam o benefício, percentual muito abaixo da média nacional, que chegou a 17,2%.
Os números também mostram uma redução em relação a 2024, quando 4,3% dos domicílios do estado eram atendidos pelo programa de transferência de renda.
Estado lidera ranking nacional
Além de apresentar o menor índice do país, Santa Catarina aparece à frente de estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.
De acordo com os dados do IBGE, a participação do Bolsa Família nos domicílios ficou em:
| Estado | Domicílios que recebem Bolsa Família |
|---|---|
| Santa Catarina | 3,9% |
| São Paulo | 7,6% |
| Rio Grande do Sul | 7,7% |
| Paraná | 8,0% |
| Mato Grosso do Sul | 9,5% |
| Distrito Federal | 10,5% |
Menor dependência de programas sociais
O levantamento também mostra que Santa Catarina lidera outro indicador.
Em 2025, apenas 6,9% dos domicílios catarinenses receberam algum rendimento proveniente de programas sociais, incluindo Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A média nacional ficou em 22,7%.
Nos estados vizinhos, os índices alcançaram 11,5% no Rio Grande do Sul e 12,8% no Paraná.
Mercado de trabalho ajuda a explicar resultado
O desempenho é atribuído, em parte, ao mercado de trabalho catarinense.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que o estado gerou aproximadamente 59 mil vagas formais em 2025.
Além disso, Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país no primeiro trimestre de 2026, com 2,7%, enquanto a média nacional ficou em 6,1%.
Renda média cresceu em 2025
Outro fator apontado para a redução da dependência de programas sociais é o crescimento da renda dos trabalhadores.
Segundo os dados divulgados, o rendimento médio mensal passou de R$ 3.587 em 2024 para R$ 3.900 em 2025, representando alta de 8,7%.
O estado mantém atualmente a quarta maior renda média do Brasil, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro.
Especialistas alertam para desigualdades
Apesar dos indicadores positivos, especialistas destacam que ainda existem desafios sociais importantes.
O presidente do Instituto Selo Social, Fernando Assanti, lembra que Santa Catarina concentra mais de 160 comunidades urbanas identificadas pelo IBGE e recebe forte fluxo migratório de pessoas em busca de emprego e qualidade de vida.
Segundo ele, os bons resultados em emprego e renda não eliminam a necessidade de investimentos contínuos em áreas como assistência social, educação, saúde, moradia e saneamento básico.
Estado combina crescimento econômico e desafios sociais
Embora apresente alguns dos melhores indicadores econômicos do país, Santa Catarina ainda enfrenta diferenças significativas entre regiões.
Especialistas destacam que questões ligadas ao custo de vida, acesso à moradia e infraestrutura urbana continuam exigindo atenção do poder público, especialmente em cidades que registram forte crescimento populacional.
