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Vereador de Goiânia e ex-gestores são alvo de operação que investiga suposto esquema de propina para liberação de

Fonte: goianiaurgente.com.br | Data: 10/06/2026 13:22:57

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Investigação da Delegacia de Combate à Corrupção apura possíveis irregularidades envolvendo autorizações para atividades de entretenimento na capital; prejuízo relatado por empresário ultrapassa R$ 400 mil
Presidente da CCJ, Luan Alves (MDB): prazo de definição segue indefinido (Diomício Gomes / O Popular)

A Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou nesta quarta-feira (10) uma operação que apura suspeitas de corrupção na emissão de alvarás temporários para atividades de entretenimento em Goiânia. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão está o vereador Luan Alves (MDB), que já presidiu a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), além de outros ex-servidores públicos municipais.

As investigações apontam para um suposto esquema de cobrança indevida de vantagens financeiras para a liberação de licenças destinadas a empreendimentos temporários, como carretas de entretenimento infantil, parques de diversões sazonais e estruturas voltadas a eventos e alimentação. Segundo a Polícia Civil, os fatos investigados teriam ocorrido entre os anos de 2017 e 2022.

Também foi alvo de buscas o ex-vereador Paulo Henrique da Farmácia, ex-secretário municipal de Desenvolvimento e Economia Criativa e atual presidente da Goiás Turismo. Além dos mandados de busca, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de outros investigados citados no inquérito.

A apuração teve origem após denúncia apresentada por um empresário do setor de entretenimento itinerante. Conforme relato encaminhado às autoridades, teriam sido exigidos pagamentos em dinheiro, transferências bancárias, depósitos, PIX e até a prestação de serviços gratuitos como condição para obtenção das autorizações necessárias ao funcionamento das atividades.

De acordo com os elementos reunidos até o momento, o empresário afirmou ter encerrado suas operações em Goiânia devido às dificuldades enfrentadas durante o processo de obtenção das licenças. O prejuízo estimado ultrapassaria R$ 400 mil.

A investigação alcança servidores que, à época dos fatos, atuavam em diferentes órgãos da administração municipal. Os crimes apurados incluem corrupção ativa, concussão — quando um agente público exige vantagem indevida em razão do cargo — e associação criminosa.

Segundo informações obtidas pela investigação, o vereador Luan Alves não aparece, até o momento, como responsável direto por solicitações de vantagens ilícitas. No entanto, seu nome é mencionado em situações relacionadas à tramitação documental e à liberação de autorizações para funcionamento das atividades investigadas.

A operação busca reunir documentos, registros financeiros, aparelhos eletrônicos e demais elementos que possam auxiliar na reconstrução dos fatos e no aprofundamento das apurações. A Polícia Civil destaca que a investigação segue em andamento e que a responsabilização dos envolvidos dependerá da análise do material apreendido e do devido processo legal.

O caso amplia o debate sobre mecanismos de controle interno, transparência administrativa e fiscalização dos processos de licenciamento público, especialmente em setores que dependem de autorizações temporárias para funcionamento.

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