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Ricardo Couto reconduz servidor afastado por Castro do Rioprevidência na crise do Banco Master

Fonte: agendadopoder.com.br | Data: 12/06/2026 10:20:56

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Decisão do governador em exercício reabre debate sobre o Rioprevidência após os desdobramentos do Caso Master

12 de junho de 2026, 10:20

O Rioprevidência voltou ao centro das atenções políticas do Rio de Janeiro após uma decisão do governador em exercício Ricardo Couto. Pouco mais de três meses depois de ter sido exonerado durante a crise provocada pelo Caso Master, o servidor Oberdan Pereira Manoel Junior foi reconduzido à Gerência de Administração da autarquia responsável pela previdência dos servidores estaduais.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial e tem efeitos retroativos a 1º de junho de 2026. Oberdan retorna ao cargo vinculado à Diretoria de Administração e Finanças, substituindo Bruno Luis Lacerda dos Santos.

A decisão marca uma mudança de rumo em relação às medidas adotadas pelo então governador Cláudio Castro (PL) no auge da turbulência envolvendo o Rioprevidência. Na ocasião, uma série de exonerações atingiu setores considerados estratégicos da autarquia após o avanço das investigações relacionadas às aplicações financeiras realizadas junto ao Banco Master.

O episódio ganhou grande repercussão política e institucional. As investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre investimentos classificados como de alto risco geraram forte desgaste para o governo estadual e culminaram na prisão do então presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes.

Em meio à crise, Cláudio Castro promoveu uma ampla reformulação na estrutura de comando da fundação. Em fevereiro deste ano, foram exonerados tanto a gerente de Controle Interno, Barbara Schelble, quanto Oberdan Pereira Manoel Junior, responsável pela Gerência de Administração. No mês seguinte, o governo nomeou novos ocupantes para os cargos, numa tentativa de recompor a governança e reduzir os impactos políticos do escândalo.

Agora, porém, Ricardo Couto optou por devolver a Oberdan exatamente a mesma função da qual ele havia sido afastado. A medida ocorre em um momento em que o governador em exercício tem defendido uma agenda de contenção de gastos, revisão de contratos e reestruturação administrativa da máquina pública.

O retorno de um dos nomes atingidos pelas mudanças promovidas após o Caso Master tende a provocar novos questionamentos nos meios políticos e dentro da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Parlamentares da oposição e integrantes de comissões de fiscalização já vinham cobrando esclarecimentos sobre a gestão do Rioprevidência e os mecanismos de controle adotados pela autarquia após a crise.