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E se a Emenda Master fosse aprovada?

Fonte: revistaoeste.com | Data: 14/06/2026 13:20:56

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Liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, o Banco Master segue em destaque no noticiário econômico — e policial — brasileiro. Somente neste fim de semana, foram divulgadas as informações de que o ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro, citou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em tentativa frustrada de deleção premiada, e que, no âmbito das investigações, a Polícia Federal conseguiu desbloquear um dos celulares do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Com isso, vale a pergunta: e se a chamada Emenda Master fosse aprovada pelo Congresso Nacional?

As consequências da Emenda Master

Em reportagem publicada na Edição 325 da Revista Oeste, o jornalista Uiliam Grizafis explicou o que ocorreria se a Emenda Master prosperasse, o que passa pelo entendimento do que, na prática, representam as siglas CDB e FGC.

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“O crescimento estrondoso do Master está ligado a fraudes financeiras, compra de autoridades e promessa de rentabilidade acima do mercado. Uma das operações se dava por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDB). Nesse tipo de aplicação, o investidor “empresta” dinheiro para o banco e recebe juros em troca. Para atrair clientes, o Master oferecia taxas bem acima das praticadas pelos outros bancos: um investidor que aplicasse R$ 100 mil em um CDB qualquer teria um ganho bruto de aproximadamente R$ 14 mil em um ano. No Master, o mesmo investimento poderia render quase R$ 24 mil no mesmo período.

Essas operações são cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma espécie de seguro bancário abastecido pelos próprios bancos. O fundo é usado para ressarcir investidores em caso de quebra da instituição financeira. A liquidação do Banco Master, em 2025, deixou um rombo de R$ 51 bilhões no FGC.

O mecanismo devolve ao investidor até R$ 250 mil por pessoa e por instituição — mesmo que o valor investido seja maior. Em 2023, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou uma emenda para elevar esse limite para R$ 1 milhão. A proposta passou a ser apelidada nos bastidores de Emenda Master porque, segundo críticos, beneficiaria diretamente a instituição bancária. Em maio deste ano, investigações apontaram que Nogueira recebia uma mesada de R$ 500 mil de Vorcaro.

Caso a emenda de Ciro fosse aprovada, os bancos teriam de colocar muito mais dinheiro no fundo, aumentando o custo do sistema bancário. Tal medida teria os seguintes impactos para o cidadão:

  • juros maiores no cartão de crédito;
  • financiamento imobiliário mais caro; e
  • empréstimos mais caros.”

Situação do banco

Essa é, entretanto, uma das inúmeras partes que envolvem o escândalo da instituição financeira que era controlada por Vorcaro, que está preso em Brasília. As outras polêmicas envolvendo o banco estão na reportagem “Os tentáculos do Master. A íntegra do conteúdo está disponível de forma exclusiva aos assinantes da Revista Oeste.

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