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ESG na hotelaria: o melhor investimento para 2026 – Hotelier News

Fonte: hoteliernews.com.br | Data: 15/06/2026 15:01:49

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Um hotel que investiu em eficiência energética nos últimos três anos gasta, em média, até 30% menos em utilidades do que um concorrente que não o fez. Um empreendimento com certificação ESG auditada acessa linhas de crédito verde com taxas até 1,5 ponto percentual menores. E um gestor que apresenta dados verificáveis para um fundo institucional não precisa explicar por que adota práticas sustentáveis: hoje, o que gera questionamento é a ausência dessa estratégia nos negócios dos concorrentes.

O debate sobre se ESG “vale a pena” para a hotelaria já foi encerrado pelo mercado. O que está em aberto é a distância que vai se formando entre quem estruturou essa agenda e quem ainda está avaliando se deve começar.

Este conteúdo trata do retorno concreto (em margem operacional, valorização de ativo e acesso a capital) e de como hotéis e investidores estão capturando esse retorno agora. Boa leitura!

O cenário hoteleiro em 2026: por que o ESG é inegociável

Pressões de mercado e expectativas de consumidores e investidores

O ano de 2026 é marcado por um cenário onde as pressões por sustentabilidade são inegáveis. Os custos de utilidades, como energia e água, continuam em ascensão, tornando a eficiência operacional uma prioridade econômica. Paralelamente, a demanda por hotéis sustentáveis cresce exponencialmente. Pesquisas indicam que 83% dos viajantes globais consideram a sustentabilidade um fator decisivo na escolha da hospedagem. A conscientização sobre as mudanças climáticas, sentida por mais de 85% dos consumidores, impulsiona uma demanda substancial por produtos e serviços sustentáveis, com 46% dos consumidores buscando ativamente produtos de menor impacto.

Além disso, o ambiente regulatório está se tornando mais rigoroso. Na Europa, a CSRD (Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa) e as ESRS (Normas Europeias de Relatórios de Sustentabilidade) impactam redes hoteleiras com matriz no bloco, exigindo dados ESG auditados e combatendo o greenwashing. A ECGT (Diretiva 2024/825/UE) foca na veracidade das alegações, tornando certificações de terceira parte (como as da ESG Pulse, aderente à ISO 17065) indispensáveis.

Essas regulamentações, embora com prazos distintos, sinalizam uma convergência global em direção à transparência e responsabilidade, influenciando diretamente as cadeias de suprimentos e exigindo que fornecedores, incluindo hotéis, se adequem.

O ambiente regulatório no Brasil

No Brasil, o cenário regulatório passou por uma alteração recente: a Resolução CVM nº 193/2023, que previa a obrigatoriedade da divulgação de dados de sustentabilidade alinhados aos padrões internacionais IFRS S1 e S2 do ISSB, foi revista em maio de 2026 pela Resolução CVM nº 244/2026. Com a mudança, a adoção formal da norma passou a ser voluntária, seguindo o modelo “pratique ou explique”.

Ainda assim, é importante destacar: a flexibilização da regra não reduziu a exigência por transparência — muito pelo contrário. Empresas que optarem por publicar seus dados continuam obrigadas a seguir rigorosamente os padrões internacionais, e a discussão sobre o tema segue intensa no mercado. Na prática, investidores, instituições financeiras e parceiros comerciais continuam cada vez mais rigorosos na hora de exigir informações confiáveis e auditadas sobre sustentabilidade, tornando a prestação de contas ESG um diferencial competitivo essencial, independentemente da obrigatoriedade legal.

O ESG como resposta à volatilidade e incerteza

Em um mercado global caracterizado por volatilidade e incerteza, as práticas ESG oferecem um pilar de resiliência e estabilidade. Hotéis com forte governança demonstram maior capacidade de mitigar riscos operacionais, ambientais e sociais, o que se traduz em menor custo de capital e maior atratividade para investidores. A integração de critérios ESG na gestão de riscos é uma prática crescente entre grandes instituições financeiras, como o BTG Pactual no Brasil.

Estudos de empresas hoteleiras de capital aberto em 16 países, entre 2005 e 2022, revelam que ratings ESG mais altos correlacionam-se com melhor desempenho financeiro corporativo, incluindo retorno sobre ativos e patrimônio líquido, sendo esse efeito notavelmente mais forte durante a pandemia de COVID-19. Isso significa que a sustentabilidade não é apenas uma questão ética, mas uma estratégia robusta para proteger e valorizar o ativo hoteleiro a longo prazo e aumentar a resiliência em períodos de crise.

O retorno tangível do investimento ESG em 2026

Eficiência operacional: lucro direto no balanço

O impacto mais imediato e mensurável do ESG na hotelaria é a eficiência operacional. A implementação de sistemas de gestão de energia baseados em inteligência artificial, como iluminação LED e sistemas HVAC inteligentes, pode gerar reduções de custos de 15% a 25% em utilidades em 2026. No Reino Unido, por exemplo, os custos totais de utilidades por quarto disponível aumentaram 83% entre 2019 e 2023, tornando a eficiência impulsionada pelo ESG uma necessidade, não uma opção. Além disso, a implementação de estratégias proativas de gestão de resíduos, com foco na economia circular, pode levar a uma redução média de 41% no desperdício de alimentos em hotéis em apenas seis meses, impactando diretamente os custos de descarte e aquisição. A gestão hídrica otimizada, por sua vez, contribui significativamente para a diminuição das despesas operacionais.

Em 2026, com a contínua elevação dos custos de insumos, essas economias se tornam ainda mais críticas para a margem de lucro. Casos de sucesso demonstram que hotéis que investem em ESG não apenas recuperam o investimento inicial rapidamente, mas também garantem um fluxo de caixa mais saudável e previsível.

Valorização de ativos e acesso a capital inteligente

As certificações ESG não são apenas selos de reconhecimento; elas são catalisadores de valor. Hotéis com credenciais ESG robustas experimentam uma valorização de ativos superior, impulsionada pelo que se denomina green premium, que pode elevar o valor de revenda entre 7% a mais de 40%. Além disso, o acesso preferencial a linhas de crédito verde é uma realidade. O mercado financeiro brasileiro, com fundos ESG que encerraram 2025 com R$ 34 bilhões e um crescimento de 28% no ano, está direcionando capital para empreendimentos sustentáveis. Uma pesquisa liderada pela EEA (Energy & Environment Alliance), coalizão global de hotelaria, revelou que 53% dos investidores no setor consideram a due diligence ESG crítica, e 55% estão dispostos a pagar um prêmio por hotéis em um caminho verificado para o Net Zero Carbon 2050.

Em 2026, as oportunidades de financiamento verde são ampliadas, especialmente no contexto pós-COP30, realizada em Belém em novembro de 2025, que reforçou o compromisso global com a descarbonização e o desenvolvimento sustentável. Linhas de financiamento como o BNDES Finem Sustentabilidade oferecem taxas de juros até 1.5% menores para empresas com ratings ESG comprovados. O crescimento do mercado de dívida sustentável no Brasil oferece condições mais favoráveis e taxas de juros competitivas para projetos que demonstrem impacto ESG positivo. Investir em ESG é, portanto, uma forma inteligente de atrair capital e garantir a competitividade no longo prazo.

Construindo reputação e atraindo o hóspede do futuro

ESG faz parte das preferências dos hóspedes

A preferência crescente por hotéis sustentáveis

O hóspede de 2026 não apenas reconhece a importância da sustentabilidade, mas a incorpora ativamente em suas decisões de viagem. Este segmento de mercado, impulsionado por uma crescente consciência ambiental e social, demonstra uma clara preferência por hotéis que alinham suas operações com valores ESG. O mercado global de ecoturismo, por exemplo, reflete essa tendência, com projeções de crescimento de US$ 337,19 bilhões em 2026 para US$ 1.125,14 bilhões até 2034, com uma CAGR (Taxa Composta de Crescimento Anual) de 16,26%. Este crescimento exponencial sinaliza uma demanda robusta por experiências de viagem que minimizem o impacto ambiental e contribuam positivamente para as comunidades locais.

As gerações mais jovens, em particular, lideram essa transformação. Embora 85% dos viajantes de todas as idades considerem as viagens mais sustentáveis importantes, a pesquisa da Booking.com de 2026 revela um “paradoxo geracional”: enquanto as gerações mais novas (Gen Z e Millennials) expressam intenções mais fortes de sustentabilidade, as gerações mais velhas (Boomers e Gen X) demonstram maior compromisso através de ações concretas, como a redução de resíduos e consumo de energia. No entanto, Gen Z e Millennials se destacam em comportamentos como aprender sobre culturas locais (31% e 29%, respectivamente) e participar de atividades que contribuem para a conservação do ecossistema (24% e 23%). Esses dados sublinham a necessidade de os hotéis comunicarem suas iniciativas ESG de forma transparente e autêntica, não apenas para atrair, mas para engajar um público diversificado e cada vez mais exigente.

O ESG como vantagem competitiva no mercado corporativo

Para o mercado corporativo, o ESG tornou-se uma cláusula de contrato. Grandes empresas, como evidenciado pela Pesquisa Firjan ESG 2025, exigem que seus fornecedores, incluindo hotéis para eventos e viagens de negócios, adotem práticas sustentáveis. Segundo a Deloitte Corporate Travel Study 2024, 46% das companhias já incorporam a sustentabilidade nas decisões de viagens corporativas. Ter certificações e dados verificáveis sobre o impacto ESG não é apenas uma vantagem, mas um fator eliminatório em muitos processos de seleção. Hotéis que podem comprovar suas práticas ESG garantem parcerias estratégicas e acesso a um segmento de mercado de alto valor.

ESG Pulse: o parceiro para o seu investimento em 2026

Para hotéis que buscam maximizar seu ROI ESG em 2026, a ESG Pulse se posiciona como a solução essencial. A plataforma oferece uma metodologia robusta para a Certificação ESG (Hotelaria), transformando a intenção em ação e resultados mensuráveis. Com a ESG Pulse, os empreendimentos têm acesso a:

  • Relatórios objetivos e práticos: a empresa transforma dados em informações claras para acompanhar resultados e identificar oportunidades de melhoria;
  • Suporte à descarbonização: auxilia a medir e reduzir a pegada de carbono de forma estruturada e confiável;
  • Credibilidade reconhecida: a certificação segue normas globais rigorosas, combate o greenwashing e é aceita por organizações referências do setor;
  • Alinhamento com o mercado: mantém o hotel atualizado e preparado para as exigências de investidores, parceiros e regulamentações internacionais. O processo de certificação da ESG Pulse combina avaliação online, apoio técnico especializado e auditoria presencial em campo, com quatro níveis progressivos (Básico, Gerencial, Transformador e Regenerativo). Ele estrutura uma jornada contínua de evolução ao longo dos anos, alinhada à maturidade, estratégia e prioridades de cada empreendimento, permitindo avançar no seu ritmo e comprovar resultados de forma auditável.

Com a ESG Pulse, seu hotel não apenas atende às exigências do mercado, mas se antecipa a elas, transformando o ESG em um motor de crescimento e lucratividade. Conecte-se com a empresa e faça de 2026 o ano do seu melhor investimento.

ESG: a estratégia essencial para a sustentabilidade financeira em 2026

O ESG deixou de ser uma opção para se tornar uma forma concreta de gerar economia, atrair hóspedes qualificados e garantir acesso a condições de crédito mais vantajosas. Mais do que cumprir regras, adotar essa estratégia é proteger e valorizar o seu empreendimento a longo prazo.

Com o suporte da ESG Pulse, você avança nessa jornada com segurança, transparência e resultados mensuráveis. Saiba mais em esgpulse.global e transforme a sustentabilidade no diferencial do seu negócio.

ESG Pulse. Responsabilidade que gera valor.

(*) Crédito da foto: Divulgação/ESG Pulse