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Crises alérgicas graves: como identificar e agir rapidamente

Fonte: ndmais.com.br | Data: 16/06/2026 11:02:06

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Crises alérgicas: descubra os principais gatilhos e o que fazer enquanto o socorro não chega.O inchaço na garganta e a falta de ar podem indicar anafilaxia. Conheça os sinais ocultos dessa reação alérgica grave e por que o antialérgico não resolve. Foto: Divulgação/Magnific/ND

Uma crise de coceira que se espalha, o rosto que incha, uma sensação estranha na garganta como se algo estivesse fechando por dentro.

Os sinais, aparentemente simples, podem fazer com que alguns tomem um antialérgico e outros deem uma passadinha na farmácia – mas, em casos de anafilaxia essa lógica pode ser fatal, já que os primeiros sinais, sozinhos, não deixam claro se é uma simples alergia ou não.

Nos últimos dez anos, o número de internações por choque anafilático mais do que dobrou no Brasil. Só em 2024, foram registrados 1.143 casos, um crescimento de 107% em relação a 2015, segundo o Sistema Único de Saúde (SUS).

E esse dado se torna ainda mais preocupante porque a anafilaxia ainda é subdiagnosticada em muitas regiões brasileiras. Ou seja: os números podem ser ainda maiores do que os registros mostram.

A falta de diagnóstico, em parte, se explica pela dificuldade de reconhecer a anafilaxia no momento em que ela acontece.

Enquanto uma alergia convencional costuma ficar contida — como uma urticária localizada, um nariz entupido, ou olhos irritados, por exemplo —, a anafilaxia desencadeia uma resposta imunológica sistêmica e descontrolada que atinge vários sistemas ao mesmo tempo: pele, vias respiratórias, sistema cardiovascular e trato gastrointestinal podem ser afetados em questão de minutos.

Durante essa reação alérgica grave, os vasos sanguíneos se dilatam de forma abrupta, a pressão arterial cai e a garganta começa a fechar.

Sem o tratamento imediato, o quadro pode ser fatal e, como você pode imaginar, o tempo entre os primeiros sinais e o início do atendimento médico é muito importante para mudar esse desfecho.

Sinais que não podem ser ignorados

Os sintomas de uma crise alérgica grave raramente aparecem de forma isolada — e é essa combinação que precisa ser reconhecida.

Durante a anafilaxia, placas vermelhas podem surgir e se espalhar pelo corpo com uma coceira intensa, além do inchaço nos lábios, na língua ou na garganta e a dificuldade em respirar. E quando o inchaço atinge a glote, estrutura responsável por controlar a entrada de ar na traqueia, a passagem do ar pode fechar completamente em poucos minutos.

Além disso, sinais como chiado no peito, tosse que não passa e dificuldade para respirar, mostram que as vias aéreas já estão comprometidas e, quando a tontura, a palidez e a queda de pressão entram no quadro, o sistema cardiovascular também está sendo afetado.

O que muitas pessoas acreditam ser apenas uma alergia pode, na verdade, evoluir rapidamente para uma emergência médica. Por isso, é fundamental reconhecer os sinais e sintomas da anafilaxia e agir sem demora.

A anafilaxia pode ser desencadeada por diversos fatores, incluindo alimentos — como frutos do mar, leite e castanhas —, picadas de insetos e medicamentos, especialmente antibióticos e anti-inflamatórios.

O que torna essa condição ainda mais preocupante é sua imprevisibilidade. Ter sido exposto anteriormente a um alimento, medicamento ou outro agente sem apresentar qualquer reação não garante proteção no futuro.

Em algumas situações, uma pessoa pode consumir determinado alimento por anos sem problemas e, de forma inesperada, desenvolver uma reação grave em uma nova exposição, mesmo sem qualquer mudança aparente no que foi consumido. Por isso, toda reação alérgica importante merece atenção e avaliação médica.

O que fazer enquanto o socorro não chega

A primeira medida diante de uma crise alérgica grave é afastar a pessoa do agente causador – seja o alimento que acabou de ingerir, o inseto que a picou ou o medicamento que tomou.

Depois disso, é importante deitá-la com as pernas elevadas, o que ajuda o sangue a circular melhor e compensa a queda de pressão, mas isso só irá funcionar se a vítima estiver respirando bem.

Se já houver dificuldade para respirar, uma das primeiras medidas é colocá-la em uma posição mais confortável para respirar. Manter a cabeceira da cama elevada e utilizar travesseiros ou coxins para apoiar a região da escápula sem apoiar a cabeça, ajuda a manter o pescoço alinhado e as vias aéreas mais abertas.

Essa posição facilita a expansão dos pulmões, reduz o esforço respiratório e costuma proporcionar mais conforto para respirar enquanto se aguarda avaliação médica ou a chegada do atendimento de emergência.

Outro cuidado importante: não oferecer água, suco ou qualquer alimento enquanto houver inchaço na garganta. O risco de engasgo é real e pode complicar ainda mais uma situação que já é grave por si só.

A automedicação também precisa ser evitada. Dar um antialérgico oral achando que vai resolver é um erro que custa tempo, pois esses medicamentos não têm velocidade nem potência para reverter uma anafilaxia em curso, e cada minuto gasto esperando por uma melhora que não virá, é um minuto a menos para um atendimento eficiente.

O único tratamento capaz de interromper a reação de uma anafilaxia é a adrenalina intramuscular, geralmente seguida de corticóides intravenosos, administrados por equipes médicas com a dosagem e a via certas para cada caso.

Por isso, o caminho é acionar imediatamente um serviço de urgência e emergência como a Help Emergências Médicas, sem esperar que o quadro piore para tomar uma decisão.

A importância de um serviço de urgência e emergência

Em casos de anafilaxia, cada minuto sem o atendimento especializado aumenta o risco de um desfecho grave, por isso a importância de um plano de urgência e emergência, como os da Help.

Com 30 anos dedicados ao atendimento de urgência e emergência em Santa Catarina, a empresa opera com plantão 24 horas, atendendo Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu, e chega ao local com UTIs móveis equipadas com adrenalina, eletrocardiógrafo, dosador de enzimas cardíacas e mais de 40 medicações, tudo o que uma crise alérgica grave exige nos primeiros minutos.

O atendimento começa antes mesmo da equipe sair do lugar: na primeira ligação, um médico de plantão já orienta à distância, avalia o quadro e acompanha o paciente até a chegada da UTI móvel. Depois do atendimento presencial, o monitoramento continua à distância, garantindo que nenhuma intercorrência passe despercebida.

Quem assina o plano Help Integral tem acesso a esse suporte pré-hospitalar, além de remoções, transferências hospitalares e encaminhamento para serviços de referência – uma cobertura complementar ao plano de saúde, pensada para funcionar exatamente quando o tempo não pode esperar.

Para saber mais, acesse o site da Help.