Novo documento vai substituir o RG e já está em vigor no Brasil
Fonte: em.com.br | Data: 18/06/2026 04:43:34
A nova carteira de identidade, chamada de CIN (Carteira de Identidade Nacional), já está disponível em todos os estados e substitui o RG antigo de forma definitiva a partir de 1º de março de 2032. Até lá, os dois documentos coexistem, mas a CIN já traz vantagens concretas para quem emite: número único baseado no CPF, QR Code de segurança, versão digital no celular e validade nos países do Mercosul.
O que é a CIN e por que ela está substituindo o RG?
O RG tradicional tinha um problema estrutural: cada estado emitia um número diferente, o que permitia que uma mesma pessoa tivesse registros distintos em cada unidade da federação. Isso abria brechas para fraudes, inconsistências em cadastros públicos e dificuldades no acesso a benefícios sociais.
A CIN resolve isso ao adotar o CPF como número único de identificação civil em todo o território nacional. Com um só registro, bancos, órgãos públicos e empresas passam a consultar a mesma base de dados, reduzindo erros e golpes.

Quais são as principais vantagens da nova identidade nacional?
Além da unificação cadastral, a CIN incorpora tecnologias que o RG nunca teve. O documento físico traz QR Code para verificação imediata de autenticidade, e a versão digital fica disponível no aplicativo Gov.br logo após a emissão, com a mesma validade jurídica do impresso.
Os principais diferenciais da nova identidade são:
Qual é o prazo de validade da CIN e quando o RG deixa de valer?
Ao contrário do RG, que em muitos estados não tinha prazo definido, a CIN segue validade escalonada por faixa etária, conforme o Decreto nº 10.977/2022. A ideia é garantir que a foto e os dados biométricos estejam sempre atualizados.
Os prazos de validade são:
- Até 11 anos: validade de 5 anos
- De 12 a 59 anos: validade de 10 anos
- 60 anos ou mais: validade indeterminada

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Quando o RG antigo perde a validade?
O RG tradicional permanece válido até 28 de fevereiro de 2032 em todo o território nacional, conforme o decreto federal de transição. A troca não é obrigatória imediatamente, mas antecipar a emissão evita filas nos anos seguintes, quando a demanda tende a aumentar.
Quais documentos são necessários e quanto custa emitir a CIN?
A primeira via da CIN é gratuita em todos os estados. A cobrança de taxa ocorre apenas nos casos de segunda via por perda, roubo ou extravio, com valores que variam conforme o estado. O processo é feito pelos institutos de identificação estaduais, com agendamento predominantemente online pelo portal Gov.br.
Veja o que levar e o que esperar em cada etapa:
Quem precisa emitir a CIN com mais urgência do que outros?
Embora a troca não seja obrigatória antes de 2032, há situações em que emitir a CIN antes deixou de ser opcional. Quem perdeu ou teve o RG roubado, precisa atualizar dados cadastrais (como mudança de nome ou estado civil) ou vai viajar para países do Mercosul sem passaporte deve providenciar o novo documento o quanto antes.
Além disso, segundo o cronograma atualizado pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, a partir de 1º de janeiro de 2027 todos os novos cadastros para benefícios do INSS e programas de assistência social deverão utilizar os dados registrados na CIN. Quem recebe Bolsa Família, BPC ou seguro-desemprego tem razão extra para não deixar a emissão para a última hora.