Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Tarifa zero em todo o Brasil? Projeto promete recursos para revolucionar transporte público em todo o país

Fonte: revistaforum.com.br | Data: 18/06/2026 08:14:41

🔗 Ler matéria original

00:00


Modo claro


Modo escuro

A+
A-

  • Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o PL 3932/25, que destina parte dos royalties de petróleo e gás ao financiamento da tarifa zero no transporte público municipal.
  • O relator do projeto, deputado Hildo Rocha (MDB‑MA), deu parecer favorável à proposta.
  • Apenas o percentual dos royalties que exceder as alíquotas já repassadas aos entes federativos (cerca de 1 % do total de 11 %) será usado para subsidiar o transporte gratuito.
  • A medida busca criar nova fonte de recursos para que prefeituras custeiem ônibus e outros modais sem repassar custos aos usuários.

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que pode ampliar o acesso ao transporte coletivo gratuito em diversas cidades brasileiras. O Projeto de Lei 3932/25 prevê que parte dos royalties arrecadados com a exploração de petróleo e gás natural seja destinada ao financiamento da chamada tarifa zero nos sistemas municipais de transporte público.

A medida busca criar uma nova fonte de recursos para ajudar prefeituras a custear a operação de ônibus e outros modais urbanos sem repassar os custos aos passageiros. O texto recebeu parecer favorável do relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA).

Segundo a proposta, apenas a parcela dos royalties que exceder as alíquotas atualmente destinadas aos entes federativos será utilizada para financiar o transporte coletivo gratuito. A intenção é aproveitar parte da receita gerada pela exploração de recursos naturais para ampliar políticas públicas de mobilidade urbana.

Leia: Tarifa Zero rompe papel do transporte coletivo como mecanismo de segregação, diz especialista

Como funcionaria a distribuição dos recursos

No modelo de concessão, em que os royalties correspondem atualmente a 11% da produção, a divisão tradicional continuaria valendo para os primeiros 10%. O percentual excedente passaria a ser direcionado ao subsídio do transporte público.

Já nos contratos de partilha de produção, cuja alíquota é de 16%, a distribuição atual seria preservada até o limite de 15%. O valor que ultrapassar esse percentual seria destinado ao financiamento da tarifa zero.

Leia: Tarifa Zero: subsídio deve ser entendido como investimento no acesso à cidade, diz Rodrigo Tortoriello

Inclusão social e mobilidade urbana

Autor da proposta, o deputado Jilmar Tatto (PT-SP) argumenta que os recursos provenientes da exploração de petróleo podem gerar benefícios permanentes para a população. Segundo ele, a gratuidade no transporte facilita o deslocamento de trabalhadores, estudantes e pessoas de baixa renda, além de incentivar o uso do transporte coletivo.

A proposta também é defendida como uma forma de reduzir a dependência do transporte individual, contribuindo para a diminuição da emissão de poluentes e para a melhoria da mobilidade nos centros urbanos.

Leia: Tarifa Zero está na pauta do governo Lula e pode ser uma nova bandeira, diz Jilmar Tatto

Projeto ainda precisa avançar no Congresso

Apesar da aprovação na Comissão de Desenvolvimento Urbano, o texto ainda terá um longo caminho até se transformar em lei. A proposta seguirá para análise das comissões de Viação e Transportes, Finanças e Tributação e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Somente após a aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal o projeto poderá ser sancionado e entrar em vigor.

Leia: Tarifa Zero impulsiona economia das cidades e amplia acesso a serviços públicos, afirma Celso Haddad

Caso avance, a medida poderá abrir caminho para que mais municípios implantem sistemas de transporte público gratuito utilizando recursos oriundos da exploração de petróleo e gás natural, ampliando o acesso da população ao transporte coletivo e fortalecendo políticas de mobilidade urbana.

Leia: Tarifa Zero no ENEM garante que estudantes em vulnerabilidade consigam realizar a prova