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PF deflagra operação contra líder do governo Lula no Senado por suposta ligação com o Banco Master

Fonte: portaldeprefeitura.com.br | Data: 18/06/2026 08:59:12

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 18 de junho, a 9ª fase da Operação Compliance Zero e ampliou as investigações sobre supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master. Entre os alvos da ação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado Federal, e o empresário Augusto Lima, que já integrou a sociedade de negócios do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A operação faz parte de uma investigação que busca esclarecer possíveis práticas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo pessoas ligadas ao banco e agentes públicos.

Além das buscas, a Justiça autorizou medidas cautelares contra investigados. Entre elas estão a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre algumas das pessoas citadas no inquérito. As medidas têm como objetivo preservar o andamento das investigações e evitar interferências na coleta de provas.

As suspeitas que envolvem o senador Jaques Wagner surgiram após a análise de mensagens encontradas no celular do empresário Augusto Lima. A Polícia Federal examina o conteúdo das conversas para verificar se houve atuação do parlamentar em temas considerados estratégicos para interesses do Banco Master dentro do Congresso Nacional.

Segundo os investigadores, algumas propostas discutidas no Senado despertaram atenção durante a apuração. Entre elas aparece um projeto relacionado à ampliação do crédito consignado. Outra medida analisada pela Polícia Federal ficou conhecida nos bastidores políticos como “Emenda Master”.

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A investigação busca entender se houve algum tipo de atuação em benefício dessas pautas e se essa possível movimentação teve relação com vantagens recebidas pelo parlamentar. Neste momento, a Polícia Federal trabalha para reunir elementos que possam esclarecer a origem e a finalidade de valores e benefícios apontados durante a apuração.

De acordo com as suspeitas levantadas pelos investigadores, Jaques Wagner pode ter recebido vantagens indevidas avaliadas em pelo menos R$ 3 milhões. Entre os benefícios analisados está um apartamento, além de outras regalias que agora fazem parte do material reunido pela investigação.

Os investigadores também analisam a movimentação financeira de empresas ligadas a familiares do senador. A Polícia Federal suspeita que parte dos pagamentos investigados tenha passado por uma estrutura empresarial relacionada ao núcleo familiar do parlamentar.

Na avaliação dos agentes responsáveis pelo caso, essa estrutura pode ter servido para dificultar a identificação da origem dos recursos. Por esse motivo, a PF ampliou a análise de documentos, registros financeiros e materiais recolhidos durante a operação.