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Governo remaneja R$ 150,3 milhões e amplia limites para Saúde e Educação

Fonte: otempo.com.br | Data: 18/06/2026 12:04:42

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O Ministério do Planejamento e Orçamento oficializou, nesta terça-feira (16/6), o remanejamento de R$ 150,3 milhões em limites de movimentação e empenho de diversos órgãos do governo federal. A Portaria GM/MPO nº 244, assinada pelo ministro Bruno Moretti, ajusta as despesas primárias discricionárias — gastos que não são obrigatórios por lei e permitem margem de manobra política — para o exercício de 2026. As pastas da Saúde e da Educação foram as principais beneficiadas pela medida, enquanto os ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Ciência, Tecnologia e Inovação sofreram os maiores cortes em seus tetos de gastos.

Na prática, a resolução adequa os limites estabelecidos pelo Decreto nº 12.846, de 12 de fevereiro de 2026. O remanejamento funciona como uma compensação contábil: para que o limite de um órgão seja ampliado, o governo deve reduzir o limite de outros, mantendo o equilíbrio fiscal dentro do teto estipulado para o Poder Executivo Federal. De acordo com o documento publicado no Diário Oficial da União (DOU), as alterações incidem sobre as emendas parlamentares e despesas administrativas para os períodos que compreendem as metas de julho, novembro e dezembro deste ano.

Saúde e Educação recebem reforço bilionário

O Ministério da Saúde lidera a lista de ampliações, com um reforço de R$ 105,3 milhões em sua capacidade de empenho. Esse montante é direcionado a despesas classificadas como RP 6 (emendas individuais de parlamentares), permitindo que projetos locais de saúde recebam os recursos autorizados anteriormente. O Ministério da Educação aparece em segundo lugar, com uma ampliação de R$ 16,7 milhões, seguido pelo Ministério do Esporte, que teve o limite elevado em R$ 13,2 milhões.

Outros órgãos também receberam incrementos pontuais. O Ministério da Cultura teve o teto expandido em R$ 5,7 milhões, enquanto o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos obteve R$ 5,3 milhões adicionais. Até mesmo a Presidência da República e o Ministério das Mulheres contaram com ampliações de R$ 350 mil e R$ 3,5 milhões, respectivamente.

Integração e Ciência perdem espaço no orçamento

No sentido oposto, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional registrou a redução mais expressiva. A pasta perdeu R$ 48,6 milhões em seus limites de movimentação, o que pode impactar o ritmo de obras de infraestrutura regional e ações de defesa civil que dependem de repasses discricionários.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação também sofreu um corte considerável de R$ 17,8 milhões. Outras pastas estratégicas que tiveram os limites encolhidos incluem o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com redução de R$ 12,5 milhões, e o Ministério da Agricultura e Pecuária, com menos R$ 10,9 milhões à disposição para empenho imediato.

Ao todo, 18 órgãos federais tiveram seus limites reduzidos para viabilizar o reforço orçamentário das sete áreas consideradas prioritárias pelo governo neste momento. Pastas como Meio Ambiente e Mudança do Clima (menos R$ 5,5 milhões) e Direitos Humanos e da Cidadania (menos R$ 8,6 milhões) também figuram na lista de cortes técnicos.

Entenda os prazos e as siglas

Os novos limites detalhados nos anexos da portaria são divididos em três marcos temporais: limites até julho, até novembro e até dezembro. Essa segmentação permite que o governo federal controle o fluxo de caixa ao longo do segundo semestre, garantindo que os empenhos (a primeira fase da despesa pública, quando o governo reserva o dinheiro para pagar um fornecedor ou projeto) não ultrapassem a arrecadação prevista.

As despesas citadas na portaria referem-se primordialmente ao código RP 6. No jargão orçamentário, essa sigla identifica as emendas individuais, que são de execução obrigatória, mas que dependem da liberação do limite financeiro e de empenho por parte do governo federal para que o dinheiro de fato chegue aos municípios e estados.

O ajuste orçamentário entra em vigor imediatamente e reflete a necessidade de reorganização das contas públicas diante das novas demandas dos ministérios finalísticos. A portaria é um instrumento comum na gestão financeira do Poder Executivo Federal, servindo para calibrar a máquina pública conforme a evolução da receita e as prioridades políticas do Palácio do Planalto.

A equipe de O TEMPO produziu esta reportagem automaticamente por meio de inteligência artificial, com base em dados oficiais. O conteúdo passou por um processo prévio de verificação para a sua elaboração. Se você encontrar algum erro, por favor, nos informe pelo e-mail inteligenciaartificial@otempo.com.br.