Frequência escolar líquida ainda não voltou aos patamares pré-pandemia, mostra IBGE
Fonte: valor.globo.com | Data: 19/06/2026 10:08:38
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Educação 2025 mostra que taxa ajustada era de 96,1% no ano passado, abaixo dos 97,1% de 2019
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2025/D/S/1tY5CKSaS1yJQrAhnKTw/educa10.webp)
A taxa ajustada de frequência escolar líquida no ensino fundamental, para pessoas entre 6 e 14 anos de idade, ainda não voltou aos patamares observados antes da pandemia. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Educação 2025, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento destaca que essa taxa ajustada era de 96,1% no ano passado, abaixo dos 97,1% observados em 2019. A taxa ajustada de frequência escolar líquida é a soma dos estudantes com idade prevista para estar cursando uma determinada etapa de ensino com os estudantes da mesma idade que já concluíram essa etapa e estão no nível seguinte, dividido pela população total na mesma faixa etária. Com isso, obtém-se o percentual de alunos que estão no momento esperado para a idade ou adiantados.
O movimento é generalizado e observado entre homens e mulheres e entre brasileiros brancos, pretos e pardos. Além disso, em todas as regiões do país a taxa ajustada de frequência escolar líquida em 2025 estava em níveis mais baixos que em 2019.
A pesquisa também aponta que o país não atingiu as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) para a taxa de escolarização para as crianças de 0 a 3 anos de idade. A taxa de escolarização é obtida através da divisão do número de estudantes pela população total e o objetivo era de que, em 2024, ano menos 50% das crianças entre 0 e 3 anos de idade frequentassem creche. “No entanto, os resultados de 2025 indicam que essa meta não foi atingida em nenhuma das grandes regiões do país”, diz o IBGE.
As taxas médias de escolarização infantil para essa faixa etária foram de 23,9% no Norte; 38,8% no Nordeste; 35,6% no Centro-Oeste; 47,8% no Sudeste; e 47,9% no Sul. A pesquisa aponta que a principal razão apontada em todos os Estados para que as crianças não estivessem matriculadas na creche foi a opção dos pais, seguida pela inexistência de creche na localidade de moradia.
A meta do PNE também não foi atendida entre os jovens de 4 a 5 anos, embora o patamar seja bem mais elevado. Neste caso, o objetivo do plano era de 100% das crianças dessa faixa etária nas escolas. Os maiores percentuais foram observados nas regiões Nordeste (97,0%) e Sudeste (95,6%), ambas acima da média nacional, de 94,9%. As menores taxas foram verificadas nas regiões Norte (89,3%) e Centro-Oeste (93,6%). A Região Sul alcançou 94,0%, embora ainda se mantenha abaixo da média nacional.
Próximo da universalização
Entre os jovens de 6 a 14 anos, a Meta do PNE — que também é de universalização — está mais próxima, com 99,5% observados no ano passado, mesmo patamar de 2024. Regionalmente, o percentual varia de 99% no Norte a 99,7% no Sudeste.
A taxa de escolarização das pessoas de 15 a 17 anos de idade atingiu 93,2%, representando estabilidade em relação a 2024. Entre as grandes regiões, todas apresentaram estabilidade do indicador em relação a 2024. A Região Norte (91,7%) apresenta o menor percentual, enquanto Sudeste (94,0%) e Centro-Oeste (93,2%) tiveram os melhores resultados. Mais uma vez, nenhuma região atingiu a universalização perseguida no PNE.
Entre as pessoas de 18 a 24 anos, a taxa de escolarização era de 31,5% no ano passado, mas apenas 24,5% dos jovens estavam cursando a etapa adequada para a idade, no caso o ensino superior. Os outros 7% estavam atrasados, matriculados ainda na educação básica.
Mais recente
Próxima
Ensino médio técnico era realidade para 787 mil brasileiros em 2025, mostra IBGE
Conheça o Valor One
Acompanhe os mercados com nossas ferramentas