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PF mira Wagner e Flávio Bolsonaro sai na ofensiva no caso Master

Fonte: 93noticias.com.br | Data: 19/06/2026 10:37:05

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Política

PF mira Wagner e Flávio Bolsonaro sai na ofensiva no caso Master

Caso Master intensifica a disputa política entre lulismo e bolsonarismo, com Flávio buscando reverter a situação.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h48

O avanço das investigações do caso Master atingiu o líder do governo no Senado e reacendeu a disputa eleitoral. Flávio Bolsonaro aproveitou para atacar o PT e mudar o rumo da narrativa política.

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As investigações relacionadas ao caso Master abriram uma nova frente na disputa política entre os grupos ligados ao lulismo e ao bolsonarismo. Com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), agora sob o radar da Polícia Federal, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), busca uma forma de sair da defensiva e iniciar um contra-ataque, alterando as narrativas que cercam o caso.

Aproveitando um anúncio já previsto sobre propostas para o combate à criminalidade, Flávio afirmou que a Polícia Federal “implodiu o PT na Bahia”, transformando o avanço das investigações em uma reação política. Além disso, ele utilizou suas redes sociais para tentar vincular o ex-presidente Lula à situação, mesmo sem que haja qualquer suspeita ou apuração a respeito do mandatário.

Esse movimento ilustra como a investigação começa a gerar efeitos políticos para ambos os lados da polarização. Na prática, o caso deixa de ser um desgaste exclusivamente concentrado em um dos campos. Até então, aliados do governo petista tentavam associar o escândalo diretamente a Flávio, devido às suas conversas e ao seu pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, para o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Desde a revelação dessas conversas, Flávio tem enfrentado queda nas pesquisas de intenção de voto.

O avanço sobre um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já pressiona o Planalto. Nos bastidores, a estratégia do governo tem sido de restringir e individualizar o caso, evitando que o desgaste político atinja diretamente o presidente. Interlocutores também reforçam que a Polícia Federal possui autonomia para investigar “quem quer que seja” e “doa a quem doer”.

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Até o momento, a única convergência entre o PT e o PL é a defesa da já considerada natimorta CPMI do caso Master, devido à avaliação, compartilhada nos bastidores, de que a iniciativa dificilmente prosperará.

Nesta quinta-feira (18), durante a 9ª fase da Operação Compliance, a Polícia Federal apreendeu cerca de 55 mil dólares (R$ 284,1 mil) e 33 mil euros (R$ 196,3 mil) em endereços ligados a Jaques Wagner, em Brasília e Salvador. Os investigadores apontam indícios de recebimento de vantagens indevidas pelo parlamentar, especialmente por meio de sua relação com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e marido de Flávia Peres, ex-ministra do governo Jair Bolsonaro.

Entre os supostos benefícios citados pela PF estão um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões em Salvador, ingressos para um show de uma cantora internacional em Los Angeles, viagens em aeronaves ligadas a Lima ou ao Banco Master, além de supostos pagamentos através de uma empresa da nora do senador.

A investigação ainda destaca uma mensagem enviada por Augusto Lima ao senador durante as tratativas da venda do Master ao BRB, onde o empresário afirma: “Você mais do que ninguém sabe da minha história e faz parte disso”. Para a PF, essa conversa reforça a proximidade entre ambos e sugere que Wagner tinha importância em temas sensíveis ao grupo.

Em nota, Jaques Wagner afirmou que acompanha as investigações com tranquilidade, negou ter atuado em favor do Banco Master e disse que o apartamento mencionado não pertence a ele. Sobre o dinheiro apreendido, esclareceu que se trata de recursos provenientes de diárias oficiais de missões internacionais do Senado, que foram declaradas e não utilizadas.

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Aproveitando um anúncio já previsto sobre propostas para o combate à criminalidade, Flávio afirmou que a Polícia Federal “implodiu o PT na Bahia”, transformando o avanço das investigações em uma reação política. Além disso, ele utilizou suas redes sociais para tentar vincular o ex-presidente Lula à situação, mesmo sem que haja qualquer suspeita ou apuração a respeito do mandatário.

Esse movimento ilustra como a investigação começa a gerar efeitos políticos para ambos os lados da polarização. Na prática, o caso deixa de ser um desgaste exclusivamente concentrado em um dos campos. Até então, aliados do governo petista tentavam associar o escândalo diretamente a Flávio, devido às suas conversas e ao seu pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, para o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Desde a revelação dessas conversas, Flávio tem enfrentado queda nas pesquisas de intenção de voto.

O avanço sobre um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já pressiona o Planalto. Nos bastidores, a estratégia do governo tem sido de restringir e individualizar o caso, evitando que o desgaste político atinja diretamente o presidente. Interlocutores também reforçam que a Polícia Federal possui autonomia para investigar “quem quer que seja” e “doa a quem doer”.

Até o momento, a única convergência entre o PT e o PL é a defesa da já considerada natimorta CPMI do caso Master, devido à avaliação, compartilhada nos bastidores, de que a iniciativa dificilmente prosperará.

Nesta quinta-feira (18), durante a 9ª fase da Operação Compliance, a Polícia Federal apreendeu cerca de 55 mil dólares (R$ 284,1 mil) e 33 mil euros (R$ 196,3 mil) em endereços ligados a Jaques Wagner, em Brasília e Salvador. Os investigadores apontam indícios de recebimento de vantagens indevidas pelo parlamentar, especialmente por meio de sua relação com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e marido de Flávia Peres, ex-ministra do governo Jair Bolsonaro.

Entre os supostos benefícios citados pela PF estão um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões em Salvador, ingressos para um show de uma cantora internacional em Los Angeles, viagens em aeronaves ligadas a Lima ou ao Banco Master, além de supostos pagamentos através de uma empresa da nora do senador.

A investigação ainda destaca uma mensagem enviada por Augusto Lima ao senador durante as tratativas da venda do Master ao BRB, onde o empresário afirma: “Você mais do que ninguém sabe da minha história e faz parte disso”. Para a PF, essa conversa reforça a proximidade entre ambos e sugere que Wagner tinha importância em temas sensíveis ao grupo.

Em nota, Jaques Wagner afirmou que acompanha as investigações com tranquilidade, negou ter atuado em favor do Banco Master e disse que o apartamento mencionado não pertence a ele. Sobre o dinheiro apreendido, esclareceu que se trata de recursos provenientes de diárias oficiais de missões internacionais do Senado, que foram declaradas e não utilizadas.

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