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O homem apontado como o verdadeiro cérebro por trás do Banco Master

Fonte: terrabrasilnoticias.com | Data: 19/06/2026 11:51:54

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A nova fase da Operação Compliance Zero mudou o foco das investigações sobre o Banco Master ao apontar que o protagonismo do esquema pode não estar com Daniel Vorcaro, mas sim com o empresário Augusto Lima, conhecido como Guga Lima.

Quem é apontado como o verdadeiro articulador do Banco Master?

Durante meses, Daniel Vorcaro foi tratado como a principal figura por trás da crise envolvendo o Banco Master. No entanto, documentos reunidos na Petição 16.201, sob relatoria do ministro André Mendonça, indicam um cenário diferente.

Segundo as investigações, Augusto Lima, além de sócio, exercia a função de CEO e seria o responsável por articular as estratégias financeiras, políticas e institucionais que sustentaram a expansão do banco.

O homem apontado como o verdadeiro cérebro por trás do Banco Master
Augusto Ferreira Lima – Foto: Banco Master

Como Augusto Lima construiu uma rede de influência?

As informações extraídas do celular de Augusto Lima mostram contatos frequentes com integrantes dos Três Poderes, além de reuniões com o Banco Central e a contratação de ex-ministros para defender interesses do banco.

A investigação afirma que o empresário mantinha interlocução direta com o senador Jaques Wagner, além de atuar na aproximação com nomes como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski, buscando fortalecer a posição institucional do Banco Master. As informações são do colunista Claudio Dantas.

Qual o modelo investigado pela Polícia Federal?

As apurações descrevem uma série de operações financeiras e patrimoniais que, segundo a investigação, utilizavam empresas intermediárias e estruturas jurídicas para ocultar movimentações. Entre os principais pontos destacados estão:

  • Compra de imóveis por meio da empresa Epítome S.A.
  • Uso de expressões codificadas em conversas para tratar de valores financeiros.
  • Transferência de R$ 3,5 milhões para empresa ligada à família de Jaques Wagner.
  • Planilhas que registrariam mais de R$ 2,34 milhões destinados a pessoas ligadas ao senador por empresas intermediárias.

A fraude bilionária envolvendo carteiras de crédito

Outro eixo da investigação envolve a tentativa de venda de aproximadamente R$ 30 bilhões em carteiras de crédito ao BRB. Segundo a Polícia Federal, pelo menos R$ 12,12 bilhões desse montante seriam compostos por créditos considerados fraudulentos ou de difícil recuperação.

De acordo com a apuração, essas carteiras teriam sido estruturadas com base em operações ligadas a empresas da Bahia associadas a Augusto Lima, utilizando contratos relacionados ao crédito consignado de servidores públicos.

Como o Planalto aparece nas investigações?

As investigações também apontam uma intensa atuação política para viabilizar interesses do Banco Master junto ao governo federal. Segundo a PF, Augusto Lima teria buscado apoio em diferentes esferas da administração pública.

Entre as ações citadas estão o acompanhamento de propostas legislativas envolvendo o Fundo Garantidor de Créditos, a contratação de consultorias de ex-integrantes do governo e uma reunião entre representantes do banco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros no fim de 2024, intermediada por Guido Mantega.

O que pode acontecer após a nova fase da operação?

A análise aprofundada dos dispositivos eletrônicos apreendidos elevou a importância de Augusto Lima dentro das investigações e ampliou o alcance das apurações sobre a atuação do Banco Master e suas relações políticas.

Até o momento, as informações fazem parte da investigação conduzida pelas autoridades competentes. Os fatos ainda poderão ser objeto de novas diligências, manifestações das defesas e eventual apreciação pelo Poder Judiciário ao longo do processo.