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EUA e Irã fecham acordo nuclear e podem romper aliança com Israel

Fonte: 93noticias.com.br | Data: 21/06/2026 17:32:32

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Mundo

EUA e Irã fecham acordo nuclear e podem romper aliança com Israel

Acordo entre EUA e Irã pode redefinir relações com Israel e impactar o Oriente Médio.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h13

Washington e Teerã assinaram memorando que suspende enriquecimento de urânio por 60 dias. Analistas apontam risco real de fim da aliança estratégica entre EUA e Israel.

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O órgão iraniano responsável pelo Estreito de Ormuz anunciou que dispensará as taxas previstas para o uso do estreito durante um período de negociação de 60 dias, conforme estabelecido no memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos nesta semana. Esse acordo, que inclui uma moratória no enriquecimento de urânio pelo Irã, é considerado um divisor de águas nas relações entre Washington e Tel Aviv.

Durante sua participação no videocast Fora da Ordem, o analista internacional Lourival Sant’Anna afirmou que o acordo pode sinalizar o fim da aliança estratégica entre os Estados Unidos e Israel. Segundo ele, essa aliança era sustentada pela possibilidade de ambos os países atuarem militarmente juntos contra o Irã, algo que o novo memorando compromete os EUA a não fazer novamente.

Lourival destacou seu histórico com a questão nuclear iraniana, tendo acompanhado o tema em viagens ao Irã em 2006, 2009, 2012 e 2018. Ele mencionou um decreto religioso de Ali Khamenei que proíbe o Irã de possuir armas nucleares, consideradas contrárias ao Alcorão por atingirem civis em massa. No entanto, o país mantinha um programa nuclear subterrâneo que foi descoberto no início dos anos 2000, abalando a confiança do Ocidente.

O analista recordou que o acordo de 2015, conhecido como JCPOA, introduziu inspeções rigorosas da Agência Internacional de Energia Atômica, garantindo que o Irã possuía apenas 300 quilos de urânio enriquecido a 3,67%, um nível adequado apenas para geração de energia elétrica. Contudo, após o rompimento dos Estados Unidos com o acordo em 2018, o Irã passou a enriquecer urânio até 60%, acumulando 441 quilos nesse teor e 11 toneladas em algum grau de enriquecimento, o que fortaleceu sua posição negociadora.

De acordo com Lourival, o Irã chegou às negociações atuais em uma posição muito mais vantajosa do que em 2015. Ele afirmou:

“Nesse acordo, nessa negociação, o Irã estava em uma posição de muito mais força do que em 2015.”

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Isso se deve ao fato de o país ter fechado o Estreito de Ormuz e acumulado quantidades expressivas de urânio altamente enriquecido. O analista destacou que, apesar de o Irã ter aceitado diluir seus 441 quilos de urânio altamente enriquecido e fazer uma moratória de enriquecimento, não abriu mão de sua capacidade de enriquecimento, conforme previsto pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear.

As negociações nos próximos dois meses, segundo Lourival,

“vão ser muito duras”,

pois tratarão do substrato do programa nuclear iraniano. O primeiro parágrafo do memorando de entendimento estabelece que a soberania do Irã e do Líbano será respeitada e que forças estrangeiras serão retiradas das regiões do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Líbano. Para Lourival, essa cláusula tem implicações profundas.

Ele afirma:

“Isso significa o fim da aliança estratégica entre Estados Unidos e Israel, porque essa é uma aliança baseada na possibilidade, na ameaça de os Estados Unidos se juntarem a Israel para atacar o Irã.”

Com a assinatura do memorando, os Estados Unidos se comprometeram a não mais realizar esse tipo de ação conjunta, o que

“pode mudar muita coisa estrategicamente no Oriente Médio.”

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Washington e Teerã assinaram memorando que suspende enriquecimento de urânio por 60 dias. Analistas apontam risco real de fim da aliança estratégica entre EUA e Israel.

O órgão iraniano responsável pelo Estreito de Ormuz anunciou que dispensará as taxas previstas para o uso do estreito durante um período de negociação de 60 dias, conforme estabelecido no memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos nesta semana. Esse acordo, que inclui uma moratória no enriquecimento de urânio pelo Irã, é considerado um divisor de águas nas relações entre Washington e Tel Aviv.

Durante sua participação no videocast Fora da Ordem, o analista internacional Lourival Sant’Anna afirmou que o acordo pode sinalizar o fim da aliança estratégica entre os Estados Unidos e Israel. Segundo ele, essa aliança era sustentada pela possibilidade de ambos os países atuarem militarmente juntos contra o Irã, algo que o novo memorando compromete os EUA a não fazer novamente.

Lourival destacou seu histórico com a questão nuclear iraniana, tendo acompanhado o tema em viagens ao Irã em 2006, 2009, 2012 e 2018. Ele mencionou um decreto religioso de Ali Khamenei que proíbe o Irã de possuir armas nucleares, consideradas contrárias ao Alcorão por atingirem civis em massa. No entanto, o país mantinha um programa nuclear subterrâneo que foi descoberto no início dos anos 2000, abalando a confiança do Ocidente.

O analista recordou que o acordo de 2015, conhecido como JCPOA, introduziu inspeções rigorosas da Agência Internacional de Energia Atômica, garantindo que o Irã possuía apenas 300 quilos de urânio enriquecido a 3,67%, um nível adequado apenas para geração de energia elétrica. Contudo, após o rompimento dos Estados Unidos com o acordo em 2018, o Irã passou a enriquecer urânio até 60%, acumulando 441 quilos nesse teor e 11 toneladas em algum grau de enriquecimento, o que fortaleceu sua posição negociadora.

De acordo com Lourival, o Irã chegou às negociações atuais em uma posição muito mais vantajosa do que em 2015. Ele afirmou:

“Nesse acordo, nessa negociação, o Irã estava em uma posição de muito mais força do que em 2015.”

Isso se deve ao fato de o país ter fechado o Estreito de Ormuz e acumulado quantidades expressivas de urânio altamente enriquecido. O analista destacou que, apesar de o Irã ter aceitado diluir seus 441 quilos de urânio altamente enriquecido e fazer uma moratória de enriquecimento, não abriu mão de sua capacidade de enriquecimento, conforme previsto pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear.

As negociações nos próximos dois meses, segundo Lourival,

“vão ser muito duras”,

pois tratarão do substrato do programa nuclear iraniano. O primeiro parágrafo do memorando de entendimento estabelece que a soberania do Irã e do Líbano será respeitada e que forças estrangeiras serão retiradas das regiões do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Líbano. Para Lourival, essa cláusula tem implicações profundas.

Ele afirma:

“Isso significa o fim da aliança estratégica entre Estados Unidos e Israel, porque essa é uma aliança baseada na possibilidade, na ameaça de os Estados Unidos se juntarem a Israel para atacar o Irã.”

Com a assinatura do memorando, os Estados Unidos se comprometeram a não mais realizar esse tipo de ação conjunta, o que

“pode mudar muita coisa estrategicamente no Oriente Médio.”

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