El Niño no segundo semestre de 2026 pode ser forte
Fonte: transmissaopolitica.com.br | Data: 25/06/2026 01:01:52

O El Niño deve ganhar força no segundo semestre de 2026 e pode se estender até o início de 2027, segundo nota técnica conjunta divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O documento aponta probabilidade superior a 95% para a ocorrência e persistência do fenômeno nos próximos meses.
A análise foi elaborada pelo Inpe, Inmet, Funceme e Censipam. De acordo com os órgãos, os dados observados no Oceano Pacífico e os modelos climáticos indicam condições favoráveis para um evento de intensidade forte a muito forte, especialmente a partir do fim do inverno.

Impactos no Brasil
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Pacífico equatorial ficam mais quentes do que o normal. Essa mudança altera a circulação dos ventos, interfere no transporte de umidade e muda o padrão de chuvas em várias regiões do mundo.
No Brasil, os efeitos variam conforme a região. No Norte e no Nordeste, a tendência é de menos chuva e temperaturas mais altas. Com isso, podem aumentar os riscos de seca, queda no nível dos rios, problemas de abastecimento e avanço de queimadas, principalmente na Amazônia e no Brasil Central.
Já no Sul, o cenário costuma ser diferente. A nota aponta maior chance de chuvas acima da média, o que pode elevar o risco de temporais, enchentes e outros eventos extremos. Por isso, os órgãos técnicos defendem planejamento antecipado de governos, produtores e setores ligados à infraestrutura.
Centro-Oeste
No Sudeste e no Centro-Oeste, os efeitos tendem a ser mais irregulares. Ainda assim, a previsão indica possibilidade de calor acima da média e ondas de calor mais frequentes. Em áreas como Goiás, o fenômeno também pode favorecer períodos mais secos durante a primavera.
A nova nota reforça uma preocupação que o Transmissão Política vem acompanhando em série especial sobre o tema. Além de afetar o clima, o El Niño pode pressionar a agricultura, a geração de energia, a saúde pública e a rotina de cidades que já enfrentam problemas com estiagem, fogo e eventos extremos.
Os órgãos informaram que o monitoramento continuará nos próximos meses. As previsões podem ser atualizadas conforme novos dados sobre o oceano e a atmosfera forem divulgados.