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Leilão de baterias deve impulsionar demanda por seguro garantia em 70% segundo Genial

Fonte: energialimpa.live | Data: 25/06/2026 11:16:40

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A preparação para o primeiro leilão de baterias do Brasil já movimenta o setor financeiro, com projeções de alta expressiva na contratação de seguros para garantir novos projetos energéticos.

O setor de energia limpa no Brasil está prestes a alcançar um novo patamar de maturidade com a proximidade do primeiro Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), focado exclusivamente em sistemas de armazenamento de energia via baterias, os chamados BESS. O certame, agendado para dezembro de 2026, tem gerado um efeito cascata que ultrapassa os limites da infraestrutura elétrica, impactando diretamente o mercado de seguros e garantias financeiras.

A corretora Genial estima que a procura por Seguro Garantia crescerá mais de 70% este ano em sua carteira, à medida que investidores e desenvolvedores iniciam os preparativos para o leilão. Este movimento reflete a consolidação do armazenamento de energia como uma classe de ativos estratégica no país, exigindo instrumentos robustos de proteção para viabilizar os aportes bilionários esperados.

Desafios na modelagem de riscos

Embora as diretrizes gerais do Ministério de Minas e Energia (MME) já apontem para a obrigatoriedade de garantias financeiras, a falta de um histórico operacional extenso de baterias de grande escala em território nacional impõe desafios aos seguradores. Para estruturar essas apólices, o mercado tem buscado referências técnicas em países onde a tecnologia já é consolidada, como Estados Unidos e China.

“O mercado precisa recorrer a players internacionais para buscar as melhores condições e avaliar o risco de performance”, afirma Valter Notz, executivo responsável pelas operações de seguros da Genial.

Impacto econômico e segurança energética

A relevância do leilão é ratificada por números robustos apresentados pela Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE). A expectativa é que o evento mobilize cerca de R$ 8 bilhões em investimentos imediatos, com um potencial acumulado de R$ 77 bilhões até 2034. A meta é integrar aproximadamente 72 GWh de capacidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A implementação dessas baterias é vista como uma solução técnica indispensável para gerenciar a intermitência da energia solar e eólica. Ao reduzir as restrições operativas, esses projetos serão fundamentais para assegurar a estabilidade e a confiabilidade da matriz elétrica brasileira nos próximos anos, consolidando a transição energética como um vetor de desenvolvimento econômico sustentável.