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Empresas que se antecipam aos riscos terão vantagem no futuro

Fonte: bandnewsfmcuritiba.com | Data: 25/06/2026 13:34:55

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Durante muito tempo, o gerenciamento de riscos foi tratado pelas empresas como uma área voltada principalmente para proteção patrimonial e contratação de seguros. Hoje, essa visão mudou. Em um ambiente marcado por mudanças climáticas, avanços tecnológicos, instabilidades geopolíticas e ameaças cibernéticas, a gestão de riscos passou a ocupar um papel estratégico nas decisões de negócios.

Eu conversei com o diretor de consultoria da Marsh, Marcos Mello, e ele me disse que nos próximos anos os riscos corporativos serão ainda mais complexos e exigirão das empresas uma postura preventiva, com investimentos em adaptação e planejamento.

Na avaliação do executivo, que tem participado dos fóruns sobre riscos promovidos pela Marsh em várias capitais brasileiras, entre elas, Curitiba, às mudanças climáticas devem se intensificar na próxima década, aumentando a exposição das organizações a eventos extremos, interrupções operacionais e perdas financeiras. Nesse cenário, empresas que enxergarem a prevenção como investimento, e não apenas como custo, terão melhores condições de proteger seus negócios e manter a sustentabilidade dos resultados.

Marcos Mello me explicou que o desafio é ainda maior no Brasil, onde a baixa penetração do mercado de seguros amplia a vulnerabilidade de empresas e consumidores. Muitos negócios ainda operam sem uma estrutura adequada de proteção contra eventos que podem comprometer o fluxo de caixa, a capacidade produtiva e até a continuidade das operações.

Além dos riscos climáticos, as empresas precisam lidar com uma combinação de fatores que aumentam as incertezas. Questões geopolíticas, mudanças regulatórias, problemas nas cadeias de fornecedores e ataques cibernéticos fazem parte de uma nova realidade empresarial.

Em relação aos ataques cibernéticos, como as empresas estão enfrentando desse risco?

A transformação digital trouxe ganhos de eficiência, mas também criou novas portas de entrada para ameaças que podem gerar prejuízos significativos.

O avanço dos ataques digitais, por exemplo, mostra que a segurança da informação deixou de ser uma preocupação exclusiva da área de tecnologia. Ela passou a ser um tema estratégico para presidentes, conselhos administrativos e gestores financeiros. Uma paralisação causada por um incidente cibernético pode afetar receitas, reputação e relacionamento com clientes.

Marcos Mello também chama atenção dos empresários sobre o uso da Inteligência Artificial. Um erro frequente na alta administração é assumir que os desafios da IA são exclusivamente técnicos e que recaem na área de segurança cibernética. A realidade é mais complexa: a IA generativa amplifica riscos já conhecidos e exige uma abordagem abrangente.

Por fim, o executivo destaca que a adaptação ao novo cenário de crise exige uma mudança cultural dentro das organizações.  Não basta reagir aos problemas depois que eles acontecem. É necessário mapear vulnerabilidades, criar planos de contingência, investir em tecnologia, capacitar equipes e desenvolver uma visão integrada dos riscos. Portanto, as empresas que se prepararem com antecedência estarão em melhores condições para enfrentar as incertezas. O futuro dos negócios dependerá cada vez mais da capacidade de antecipar desafios e transformar riscos em oportunidades de fortalecimento.