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Cotada, Marília Campos chama de “equívoco” candidatura do PT em MG

Fonte: poder360.com.br | Data: 25/06/2026 13:49:57

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Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem (MG) e nome consenso do Partido dos Trabalhadores para encabeçar a chapa ao governo de Minas Gerais, classificou nesta 5ª feira (25.jun.2026) como “equívoco estratégico” a decisão da legenda de lançar candidatura própria ao Palácio Tiradentes em 2026. 

A declaração foi publicada em nota à imprensa, um dia depois do PT mineiro aprovar uma resolução para ter uma candidatura própria e elencar Campos como o melhor nome para a candidatura. Ela é pré-candidata ao Senado e aparece liderando as intenções de voto em vários levantamentos.

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Campos classificou a decisão de uma chapa puro-sangue do partido em Minas como “legítima do ponto de vista partidário”, mas “um equívoco estratégico que pode fragilizar o campo democrático e popular no Estado”.

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A ex-prefeita reiterou que sua “única disponibilidade” é concorrer a uma vaga no Senado Federal. A cúpula do partido espera conversar com Campos para convencê-la a concorrer ao governo. 

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Para Campos, “o caminho não é apresentar uma candidatura própria, mas liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva” com diversos partidos do centro à esquerda.

Reproduzir uma disputa fortemente polarizada tende a recolocar no centro do debate conflitos que pouco contribuem para enfrentar os problemas concretos dos mineiros”, acrescentou na nota.

IMPASSE EM MINAS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta dificuldades para assegurar um palanque competitivo na disputa em Minas, Estado estratégico na sua tentativa de reeleição.

O PT também conversou com pré-candidatos de outros partidos. O presidente nacional da sigla, Edinho Silva, procurou algumas vezes Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato do PDT ao governo mineiro. Os 2 jantaram juntos em novembro de 2025 para tratar do tema, mas a conversa não prosperou. 

Em 2026, o PT contava com a pré-candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao governo estadual, mas o congressista desistiu de disputar o pleito. Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, também foi procurado.

Em 16 de junho, Edinho havia afastado a possibilidade de que a Marília Campos deixasse de disputar o Senado para concorrer ao governo de Minas Gerais. “Marília é candidata ao Senado. Isso está definido e temos muita convicção de que ela será senadora da República em 2027”, declarou.

Leia a íntegra da nota de Marília Campos:

A decisão de lançar candidatura própria ao Governo de Minas Gerais em 2026, reafirmada na nota divulgada pelo PT mineiro, merece reflexão. Embora legítima do ponto de vista partidário, ela representa um equívoco estratégico que pode fragilizar o campo democrático e popular no estado.

A realidade política de Minas e os desafios de 2026 exigem capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas. Reproduzir uma disputa fortemente polarizada tende a recolocar no centro do debate conflitos que pouco contribuem para enfrentar os problemas concretos dos mineiros, além de dificultar a formação de uma maioria política capaz de sustentar o projeto democrático liderado pelo presidente Lula.

As pesquisas mostram que o campo progressista ainda busca consolidar uma candidatura competitiva ao governo. Justamente por isso, o caminho não é apresentar uma candidatura própria, mas liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, REDE, PSOL, PDT e outras forças que sustentam o governo federal. A eleição de Lula em 2022 demonstrou que os melhores resultados surgem do diálogo, da convergência e das frentes amplas.

A pré-candidatura de Marília Campos ao Senado —construída coletivamente, aprovada pelas instâncias partidárias desde janeiro e respaldada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva— demonstra força política. Marília deixou a Prefeitura de Contagem, onde governava com ampla aprovação popular, para percorrer Minas, dialogar com prefeitos, vereadores, setor produtivo e movimentos sociais. Trata-se de uma pré-candidatura estratégica porque Minas não possui atualmente senadores da base do presidente Lula e porque representa um importante avanço na presença feminina em cargos majoritários. Essa é a única disponibilidade política colocada por Marília para a disputa de 2026 e o palanque petista capaz de contribuir para a reeleição do presidente Lula no estado.

A equipe da pré-candidatura reafirma a convicção de que Minas Gerais precisa construir uma ampla aliança democrática para a disputa do Governo do Estado, reunindo os partidos que sustentam o governo Lula e priorizando aquilo que une as forças progressistas e democráticas. Mais do que projetos individuais, o momento exige responsabilidade política, diálogo e compromisso com uma alternativa viável para Minas Gerais.

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