Tomate, cenoura e batata têm alta superior a 100% no primeiro semestre, aponta IBGE
Fonte: fatosonline.com.br | Data: 25/06/2026 15:11:40

Foto: Vitor Vasconcelos / Secom-PR
Os preços do tomate, da cenoura e da batata-inglesa mais que dobraram no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).
Entre os alimentos pesquisados, o tomate registrou a maior alta, com inflação acumulada de 103,84% entre janeiro e junho. Na sequência aparecem a cenoura, que subiu 103,1%, e a batata-inglesa, com aumento de 100,2%.
O levantamento também aponta o pepino como outro produto com alta superior a 100% no período, acumulando inflação de 114,3%. No entanto, esse item é pesquisado apenas na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), a disparada dos preços está ligada, principalmente, à redução da oferta provocada por fatores climáticos. Ele acrescenta que o aumento dos custos de produção e transporte, impulsionado pela alta do petróleo após o conflito entre Irã e Israel, também contribuiu para encarecer os alimentos.
De acordo com o especialista, produtos hortifrutigranjeiros apresentam maior volatilidade, já que possuem ciclos de produção mais curtos. Apesar disso, ele observa que, nos últimos anos, as quedas de preços têm sido menores do que os aumentos registrados em períodos de escassez.
O economista também alerta para a possibilidade de novos impactos no segundo semestre com a atuação do fenômeno El Niño, que pode alterar o regime de chuvas e prejudicar a produção agrícola, pressionando ainda mais os preços dos alimentos.
A alta dos alimentos pesa especialmente sobre as famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior do orçamento à compra de itens básicos. Em meio ao avanço da inflação em ano eleitoral, o governo federal tem adotado medidas para conter o aumento dos combustíveis, buscando reduzir os custos do transporte de mercadorias. Segundo o IPCA-15, o diesel recuou 1,47% em junho, mas ainda acumula os efeitos das fortes altas registradas nos meses anteriores.
