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Sinal de preços é insuficiente para aliviar pico do consumo no setor elétrico, conclui teste da Energisa

Fonte: eixos.com.br | Data: 25/06/2026 18:35:36

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A adoção de um modelo de preços de energia elétrica por horário de consumo é insuficiente para alterar o comportamento do consumidor de forma a aliviar os picos de demanda no sistema elétrico, concluiu a Energisa

A companhia testou a partir de 2025 novas modalidades de cobrança durante 12 meses nas distribuidoras que atendem municípios em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Paraíba e Tocantins. 

O modelo foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por meio dos “sandboxes tarifários”, que são permissões temporárias para que as empresas desenvolvam e testem novos modelos de negócios e tecnologias.

Segundo o vice-presidente de Regulação e Relações Institucionais do grupo Energisa, Fernando Maia, as distribuidoras de energia precisam contar com outros mecanismos para agir de forma mais ativa na gestão da demanda, como atuar diretamente sobre cargas ou sobre a geração distribuída

“A resposta do consumidor a esse sinal de preço leva muito tempo, porque passa por mudança de hábitos. Precisamos ter também outros arranjos tecnológicos”, afirmou durante o Energy Summit no Rio de Janeiro na quinta-feira (25/6). 

O equilíbrio entre a carga e a geração tem sido um desafio para o sistema elétrico brasileiro, em meio ao crescimento do modelo de micro e mini geração distribuída. Há excesso de energia disponível em alguns momentos do dia e baixa demanda, o que dificulta a operação do sistema.

Na visão de Maia, o experimento com a tarifa horário mostrou que será necessário adotar mecanismos como a “resposta da demanda” para os clientes de baixa tensão. 

Nesse modelo, os consumidores recebem uma compensação para deixar de consumir em horários de maior demanda. 

“Tecnologicamente já é viável hoje, mas para que seja implementado vai levar algum tempo. Acho que esse é um futuro onde a gente pode conviver harmonicamente com geração distribuída, painéis solares nas casas, consumo direcionado pelo sinal de preço, e o que é mais importante, energia chegando para todo mundo, o sistema funcionando”, disse. 

Resultados do sandbox

Ao todo, 4 mil clientes residenciais e comerciais participaram da iniciativa da Energisa, batizada de “Tarifa Melhor Hora”. 

Segundo a companhia, entre os consumidores residenciais, 39,8% não indicaram nenhuma medida específica para reduzir o consumo durante a vigência da iniciativa. A principal razão apontada foi a impossibilidade de adaptação da rotina. 

Entre aqueles que modificaram hábitos, as medidas mais citadas foram a redução do uso de aparelhos de alto consumo (20,4%) e o uso mais intenso de equipamentos em horários de menor custo (18,5%), além do ajuste do uso para fora do período de pico (13,9%), entre 18h e 21h.