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Vacinação contra brucelose termina na próxima terça-feira em São Paulo

Fonte: feedfood.com.br | Data: 26/06/2026 08:25:30

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A Campanha de Vacinação contra a Brucelose referente ao primeiro semestre termina na próxima terça-feira, 30 de junho, em todo o Estado de São Paulo. O alerta foi feito pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), com foco em produtores que ainda precisam regularizar a imunização de bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade.

A vacinação é obrigatória para essa faixa etária e faz parte das ações de controle da brucelose, doença que afeta a sanidade dos rebanhos e pode gerar prejuízos produtivos e restrições sanitárias. Após o fim da etapa atual, a campanha referente ao segundo semestre de 2026 terá início na quarta-feira, 1º de julho, com prazo de vacinação até 31 de dezembro.

Aplicação deve ser feita por veterinário cadastrado

Por se tratar de uma vacina viva, com risco de infecção para quem a manipula, a aplicação deve ser realizada por médico-veterinário cadastrado na Defesa Agropecuária. O profissional é responsável pela correta aplicação do imunizante e pela emissão do atestado de vacinação ao produtor.

A relação dos médicos-veterinários cadastrados para realizar a vacinação nos municípios paulistas está disponível no site da Defesa Agropecuária. A orientação é que os produtores procurem um profissional habilitado dentro do prazo da campanha para evitar pendências sanitárias no rebanho.

Médico-veterinário realiza registro sanitário de bezerra após procedimento de imunização, etapa necessária para validação da vacinação contra brucelose no sistema oficial. Crédito: Inteligência Artificial

Declaração ocorre pelo GEDAVE

A declaração da vacinação também deve ser feita pelo médico-veterinário responsável pela imunização. Para validar o procedimento, o profissional precisa cadastrar o atestado no sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) em até quatro dias após a vacinação e dentro do período correspondente à campanha.

Quando houver divergência entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho informado pelo produtor no GEDAVE, a declaração não será efetivada automaticamente. Nesses casos, o médico-veterinário e o produtor serão notificados por e-mail sobre as pendências e o proprietário deverá regularizar a situação.

Identificação alternativa segue válida no Estado

A Defesa Agropecuária também destaca o modelo alternativo de identificação dos animais vacinados contra a brucelose, aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A medida permite o uso de bottons auriculares como alternativa não obrigatória à marcação a fogo, com o objetivo de favorecer o bem-estar animal, melhorar o manejo e ampliar a segurança de produtores e veterinários.

No sistema adotado em São Paulo, o botton amarelo identifica os animais vacinados com a vacina B19, enquanto o botton azul é utilizado para fêmeas vacinadas com a vacina RB51. Antes da adoção dessa alternativa, a identificação era feita por marcação a fogo, com o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, conforme o tipo de vacina utilizado.

Em caso de perda, dano ou alteração que comprometa a identificação, o produtor deve solicitar nova aplicação ao médico-veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária. Caso não seja possível adquirir o botton, o animal deverá ser identificado conforme as normas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

A Defesa Agropecuária reforça que o uso do botton é válido apenas dentro do Estado de São Paulo. Portanto, não é permitido o trânsito de animais identificados por esse modelo alternativo para outras unidades da federação.

Fonte: Defesa Agropecuária e SAA-SP, adaptado pela equipe Feed&Food

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