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Do impresso ao algoritmo: Irineu Machado detalha a reinvenção do jornalismo nos 30 anos do UOL

Fonte: blog.publicidade.uol.com.br | Data: 26/06/2026 20:29:27

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Do impresso ao algoritmo: Irineu Machado detalha a reinvenção do jornalismo nos 30 anos do UOL

Por Sabrina Novais e Luiza Lefundes – estudantes do FIAM-FAAM

Com 26 anos de trajetória no UOL, Irineu Machado, atual gerente-geral de Qualidade de Conteúdo do publisher, adota a visão de que quanto mais pessoas produzem conteúdo, maior se torna a importância de profissionais capazes de verificar informações, contextualizar acontecimentos e ajudar a sociedade a compreender um mundo cada vez mais complexo. 

Machado acumula uma bagagem profissional desde o jornalismo impresso da década de 1990, quando cobriu eventos de alta tensão como o rescaldo do massacre de Eldorado do Carajás pela Folha de S.  Paulo. Hoje, o executivo lidera uma redação multiplataforma em plena celebração dos 30 anos do UOL. 

A extinção do prazo de fechamento no meio digital

Para o jornalista, a transição do impresso para o digital transformou a rotina e o ritmo de produção dos profissionais da notícia. No modelo tradicional de jornalismo, o fluxo de trabalho era ditado pelo horário rígido das rotativas, o que mudou  com o advento das plataformas online. 

Hoje, a dinâmica exige agilidade contínua, permitindo que o fato seja relatado em tempo real e expandido à medida que novas informações são apuradas.

“Na internet, desde o princípio, não existe horário de fechamento. A informação é agora. Você precisa fazer o seu melhor agora. […] O jornalismo digital trabalha com o tempo real, você não tem um fechamento, a sua matéria, a sua reportagem tem uma vida orgânica, ela continua viva. Você vai aprimorando a reportagem que está no ar”, comenta Irineu.

O impacto da Inteligência Artificial 

Na visão de Irineu Machado, a automação deve servir para livrar a equipe de funções mecânicas, abrindo espaço para um trabalho mais focado na apuração, “A inteligência artificial é agregada [ao trabalho] para nos ajudar, para ajudar a gente a fazer melhor. Então, a gente usa, por exemplo, a inteligência artificial para trabalhos que são muito mecânicos e que não necessitam muito do ser humano […]. Com isso, eu ganho profissionais para fazerem reportagens exclusivas, profissionais para fazerem coisas mais criativas”.

No entanto, o jornalista pondera que essa liberdade criativa e o ganho de velocidade não diminuem o peso das decisões da redação. Ele defende que, justamente pelo risco de erros gerados por máquinas, a checagem rigorosa e a conduta profissional seguem como obrigações exclusivas do olhar humano.

“A responsabilidade com a informação também não muda. E a IA é mais uma ferramenta, é uma ferramenta que precisa ser bem utilizada. E para ser bem utilizada pressupõe seguir padrões éticos, você seguir a conduta jornalística  […]. O ser humano é o condutor da ética, nesse caso”.

O perfil profissional exigido pelo novo mercado

A busca por espaço no mercado de trabalho reflete essa necessidade de carregar múltiplas habilidades. É o que mostra o estudo internacional Facets of Journalistic Skills, que analisou mais de 500 anúncios de emprego em diversos veículos de mídia em sete países. A pesquisa revelou que as empresas exigem cada vez mais competências digitais que vão muito além da escrita tradicional, como o domínio de SEO (otimização para buscadores), análise de dados de audiência, gerenciamento de redes sociais e produção de conteúdo multimídia.

Acompanhando essa exigência prática do setor, Machado defende que o profissional precisa se manter em constante movimento. “A pessoa que tem interesse em crescer profissionalmente, precisa investir nela mesma, se informar, ler muito, estudar, se qualificar para o mercado. […] Invista em você, invista na sua formação, se qualifique, porque isso é valioso no mercado. O profissional que chega bem qualificado […] ele tem sempre espaço”, sintetiza.

Este conteúdo faz parte de uma série especial de entrevistas com lideranças do UOL, realizada em parceria com a FIAM FAAM Indústria Criativa Level UP e criação de conteúdo pelos alunos.

Acompanhe e inspire-se!

Do impresso ao algoritmo: Irineu Machado detalha a reinvenção do jornalismo nos 30 anos do UOL

Por Sabrina Novais e Luiza Lefundes – estudantes do FIAM-FAAM

Com 26 anos de trajetória no UOL, Irineu Machado, atual gerente-geral de Qualidade de Conteúdo do publisher, adota a visão de que quanto mais pessoas produzem conteúdo, maior se torna a importância de profissionais capazes de verificar informações, contextualizar acontecimentos e ajudar a sociedade a compreender um mundo cada vez mais complexo. 

Machado acumula uma bagagem profissional desde o jornalismo impresso da década de 1990, quando cobriu eventos de alta tensão como o rescaldo do massacre de Eldorado do Carajás pela Folha de S.  Paulo. Hoje, o executivo lidera uma redação multiplataforma em plena celebração dos 30 anos do UOL. 

A extinção do prazo de fechamento no meio digital

Para o jornalista, a transição do impresso para o digital transformou a rotina e o ritmo de produção dos profissionais da notícia. No modelo tradicional de jornalismo, o fluxo de trabalho era ditado pelo horário rígido das rotativas, o que mudou  com o advento das plataformas online. 

Hoje, a dinâmica exige agilidade contínua, permitindo que o fato seja relatado em tempo real e expandido à medida que novas informações são apuradas.

“Na internet, desde o princípio, não existe horário de fechamento. A informação é agora. Você precisa fazer o seu melhor agora. […] O jornalismo digital trabalha com o tempo real, você não tem um fechamento, a sua matéria, a sua reportagem tem uma vida orgânica, ela continua viva. Você vai aprimorando a reportagem que está no ar”, comenta Irineu.

O impacto da Inteligência Artificial 

Na visão de Irineu Machado, a automação deve servir para livrar a equipe de funções mecânicas, abrindo espaço para um trabalho mais focado na apuração, “A inteligência artificial é agregada [ao trabalho] para nos ajudar, para ajudar a gente a fazer melhor. Então, a gente usa, por exemplo, a inteligência artificial para trabalhos que são muito mecânicos e que não necessitam muito do ser humano […]. Com isso, eu ganho profissionais para fazerem reportagens exclusivas, profissionais para fazerem coisas mais criativas”.

No entanto, o jornalista pondera que essa liberdade criativa e o ganho de velocidade não diminuem o peso das decisões da redação. Ele defende que, justamente pelo risco de erros gerados por máquinas, a checagem rigorosa e a conduta profissional seguem como obrigações exclusivas do olhar humano.

“A responsabilidade com a informação também não muda. E a IA é mais uma ferramenta, é uma ferramenta que precisa ser bem utilizada. E para ser bem utilizada pressupõe seguir padrões éticos, você seguir a conduta jornalística  […]. O ser humano é o condutor da ética, nesse caso”.

O perfil profissional exigido pelo novo mercado

A busca por espaço no mercado de trabalho reflete essa necessidade de carregar múltiplas habilidades. É o que mostra o estudo internacional Facets of Journalistic Skills, que analisou mais de 500 anúncios de emprego em diversos veículos de mídia em sete países. A pesquisa revelou que as empresas exigem cada vez mais competências digitais que vão muito além da escrita tradicional, como o domínio de SEO (otimização para buscadores), análise de dados de audiência, gerenciamento de redes sociais e produção de conteúdo multimídia.

Acompanhando essa exigência prática do setor, Machado defende que o profissional precisa se manter em constante movimento. “A pessoa que tem interesse em crescer profissionalmente, precisa investir nela mesma, se informar, ler muito, estudar, se qualificar para o mercado. […] Invista em você, invista na sua formação, se qualifique, porque isso é valioso no mercado. O profissional que chega bem qualificado […] ele tem sempre espaço”, sintetiza.

Este conteúdo faz parte de uma série especial de entrevistas com lideranças do UOL, realizada em parceria com a FIAM FAAM Indústria Criativa Level UP e criação de conteúdo pelos alunos.

Acompanhe e inspire-se!

Do impresso ao algoritmo: Irineu Machado detalha a reinvenção do jornalismo nos 30 anos do UOL

Por Sabrina Novais e Luiza Lefundes – estudantes do FIAM-FAAM

Com 26 anos de trajetória no UOL, Irineu Machado, atual gerente-geral de Qualidade de Conteúdo do publisher, adota a visão de que quanto mais pessoas produzem conteúdo, maior se torna a importância de profissionais capazes de verificar informações, contextualizar acontecimentos e ajudar a sociedade a compreender um mundo cada vez mais complexo. 

Machado acumula uma bagagem profissional desde o jornalismo impresso da década de 1990, quando cobriu eventos de alta tensão como o rescaldo do massacre de Eldorado do Carajás pela Folha de S.  Paulo. Hoje, o executivo lidera uma redação multiplataforma em plena celebração dos 30 anos do UOL. 

A extinção do prazo de fechamento no meio digital

Para o jornalista, a transição do impresso para o digital transformou a rotina e o ritmo de produção dos profissionais da notícia. No modelo tradicional de jornalismo, o fluxo de trabalho era ditado pelo horário rígido das rotativas, o que mudou  com o advento das plataformas online. 

Hoje, a dinâmica exige agilidade contínua, permitindo que o fato seja relatado em tempo real e expandido à medida que novas informações são apuradas.

“Na internet, desde o princípio, não existe horário de fechamento. A informação é agora. Você precisa fazer o seu melhor agora. […] O jornalismo digital trabalha com o tempo real, você não tem um fechamento, a sua matéria, a sua reportagem tem uma vida orgânica, ela continua viva. Você vai aprimorando a reportagem que está no ar”, comenta Irineu.

O impacto da Inteligência Artificial 

Na visão de Irineu Machado, a automação deve servir para livrar a equipe de funções mecânicas, abrindo espaço para um trabalho mais focado na apuração, “A inteligência artificial é agregada [ao trabalho] para nos ajudar, para ajudar a gente a fazer melhor. Então, a gente usa, por exemplo, a inteligência artificial para trabalhos que são muito mecânicos e que não necessitam muito do ser humano […]. Com isso, eu ganho profissionais para fazerem reportagens exclusivas, profissionais para fazerem coisas mais criativas”.

No entanto, o jornalista pondera que essa liberdade criativa e o ganho de velocidade não diminuem o peso das decisões da redação. Ele defende que, justamente pelo risco de erros gerados por máquinas, a checagem rigorosa e a conduta profissional seguem como obrigações exclusivas do olhar humano.

“A responsabilidade com a informação também não muda. E a IA é mais uma ferramenta, é uma ferramenta que precisa ser bem utilizada. E para ser bem utilizada pressupõe seguir padrões éticos, você seguir a conduta jornalística  […]. O ser humano é o condutor da ética, nesse caso”.

O perfil profissional exigido pelo novo mercado

A busca por espaço no mercado de trabalho reflete essa necessidade de carregar múltiplas habilidades. É o que mostra o estudo internacional Facets of Journalistic Skills, que analisou mais de 500 anúncios de emprego em diversos veículos de mídia em sete países. A pesquisa revelou que as empresas exigem cada vez mais competências digitais que vão muito além da escrita tradicional, como o domínio de SEO (otimização para buscadores), análise de dados de audiência, gerenciamento de redes sociais e produção de conteúdo multimídia.

Acompanhando essa exigência prática do setor, Machado defende que o profissional precisa se manter em constante movimento. “A pessoa que tem interesse em crescer profissionalmente, precisa investir nela mesma, se informar, ler muito, estudar, se qualificar para o mercado. […] Invista em você, invista na sua formação, se qualifique, porque isso é valioso no mercado. O profissional que chega bem qualificado […] ele tem sempre espaço”, sintetiza.

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