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Criminalistas defendem conduta de Mendonça no caso Master – BCN

Fonte: redebcn.com.br | Data: 27/06/2026 00:43:23

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Criminalistas e juristas descartaram irregularidades na atuação do ministro André Mendonça, do STF, no caso envolvendo o Banco Master. Eles afirmam que a exclusão de uma proposta de “delação seletiva” está dentro da lei e não configura participação indevida em negociações de acordos.

Qual foi a crítica feita por Gilmar Mendes a André Mendonça?

O ministro Gilmar Mendes afirmou que André Mendonça cometeu um ‘erro crasso’ ao ouvir e rejeitar diretamente uma proposta de delação premiada. Segundo Mendes, o relator de um processo no STF não poderia ter contato com essas tratativas, que deveriam ocorrer apenas entre o investigador e a defesa dos acusados.

O que diz a lei brasileira sobre a participação de juízes em deliberações?

A Lei de Organizações Criminosas proíbe o juiz de participar das negociações do acordo. O papel do magistrado é analisar o contrato depois de pronto para garantir que tudo foi feito dentro da lei e de forma voluntária. Especialistas explicam que ouvir um advogado e dizer ‘não’ a ​​uma proposta irregular não é o mesmo que negociar cláusulas ou pressão o investigado.

O que é uma ‘delação seletiva’ apontada no caso?

A delação seletiva ocorre quando um investigado aceita colaborar com a Justiça, mas escolhe omitir informações ou proteger certas pessoas. André Mendonça relatou que a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro sugeriu esse formato, o que o ministro classificou como ‘descaramento’ e rejeitou imediatamente por ferir o princípio da boa-fé.

Por que especialistas em Direito Penal defendem André Mendonça?

Especialistas ouvidos explicam que Mendonça agiu corretamente ao repelir uma abordagem abrangente. Eles argumentaram que receber advogados faz parte da função do magistrado e que o ministro fez questão de não acessar o conteúdo da proposta para evitar qualquer vício no processo, mantendo a imparcialidade aplicável pela carga.

Como a tentativa de delação seletiva afeta o banqueiro Daniel Vorcaro?

Para juristas, a proposta de omitir informações prejudiciais a revisão do investigado perante os órgãos de acusação, como o Ministério Público e a Polícia Federal. Embora ele ainda possa tentar um acordo futuro com novos advogados, a postura anterior contamina o ambiente de confiança necessário para que a Justiça conceda benefícios em troca de provas.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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