Plataforma proíbe acesso a canetas emagrecedoras; saiba cuidados
Fonte: portaltela.com | Data: 27/06/2026 04:20:04
Anvisa proíbe funcionamento da Voy; especialistas dizem que diagnóstico correto, prescrição médica e compra em farmácias regularizadas garantem segurança
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- A Anvisa proibiu o funcionamento da plataforma Voy, que oferecia tratamentos e avaliações de saúde para obesidade.
- Especialistas destacam que o acesso a canetas emagrecedoras deve seguir quatro pilares: diagnóstico correto, medicamento registrado pela Anvisa, prescrição médica e compra em farmácias regularizadas.
- O diagnóstico envolve avaliação clínica completa e definição de objetivos terapêuticos individuais, com tratamento personalizado.
- É essencial verificar registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e, se houver, o Registro de Qualificação de Especialista (RQE); evitar automedicação.
- A medida também aponta que a Revia não tem autorização para atuar como farmácia; a Voy afirma estar operando dentro da lei e aguardando pronunciamento definitivo da Anvisa.
A Anvisa proibiu o funcionamento da plataforma Voy, que oferecia avaliações de saúde e tratamentos personalizados para obesidade. A medida foi publicada nesta sexta-feira, 26, no Diário Oficial da União. A decisão envolve aõem de impedir comercialização, propaganda e uso dos serviços da plataforma.
A empresa por trás da Voy é a Revia Gestão de Negócios Ltda. A Anvisa afirmou que a empresa não possuía autorização para atuar como farmácia ou drogaria, o que justifica a proibição. A decisão também classifica a Voy como software médico ligado a indicação de medicamentos sem validação regulatória.
Para entender os cuidados, especialistas enfatizam quatro pilares: diagnóstico correto, medicamento registrado pela Anvisa, prescrição médica válida e compra em farmácias regularizadas. A orientação é evitar automedicação e buscar avaliação médica antes de qualquer uso.
Diagnóstico correto é o primeiro passo, segundo a endocrinologista Carla Adlung. Ela recomenda avaliação clínica completa, incluindo histórico de saúde, doenças associadas e definição de objetivos terapêuticos individualizados.
A importância de uma prescrição médica com registro ativo no CRM também foi ressaltada. Caso haja apresentação como especialista, deve constar o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). O uso inadequado pode atrasar diagnósticos de outras doenças.
A aquisição de medicamentos apenas em farmácias autorizadas é destacada pelos especialistas. Verificar nota fiscal, integridade da embalagem e registro na Anvisa reduz riscos de produtos sem qualidade ou conservação inadequada.
Sustenta-se ainda que a segurança do medicamento é tão relevante quanto a eficácia. Produtos vendidos por canais informais representam riscos e não atendem padrões regulatórios. O acompanhamento médico mantém a ética e as normas sanitárias.
A Anvisa reforçou que a plataforma Voy permanece sujeita a medidas administrativas. A empresa afirmou que a discussão envolve apenas o enquadramento regulatório de um questionário digital e não afeta a segurança do paciente ou a qualidade da assistência.
A agência destacou que plataformas que indicam medicamentos e dosagens são enquadradas como softwares médicos. A Voy afirmou que a discussão é administrativa e que segue operando normalmente nos termos da legislação.
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