Exames cerebrais aprimoram a precisão da estimulação magnética para o tratamento da depressão
Fonte: estadao.com.br | Data: 27/06/2026 10:54:59
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Ao contrário do que muitos pensam, pessoas com o distúrbio podem ter momentos alegres e manter rotina social e de trabalho; saiba como identificar. Crédito: edição: Joaquim Macruz
Imagens cerebrais personalizadas podem ajudar os médicos a usar melhor a estimulação magnética para tratar pessoas com depressão grave, segundo um novo estudo.
Esses exames de imagem cerebral ajudaram os pesquisadores a direcionar melhor a estimulação magnética transcraniana acelerada (EMT acelerada), produzindo uma redução nos sintomas de depressão e melhores taxas de resposta ao tratamento, relataram os pesquisadores em 24 de junho, na revista JAMA Psychiatry.
Os resultados “fornecem evidências prospectivas de que pode haver vantagens clínicas no uso de imagens funcionais para orientar o tratamento acelerado com EMT”, diz o pesquisador principal, Joseph Taylor, professor titular de psiquiatria no Mass General Brigham, em Boston.

Na EMT, pulsos magnéticos aplicados fora do crânio são usados para modular a atividade cerebral
Foto: Yistocking/Adobe Stock
“Essas descobertas são importantes à medida que a EMT se torna mais amplamente disponível e são tomadas decisões sobre como ampliar essa intervenção para pacientes com depressão e outras doenças psiquiátricas”, acrescenta Taylor em um comunicado à imprensa.
A EMT utiliza pulsos magnéticos aplicados fora do crânio para modular a atividade cerebral, dizem os pesquisadores em notas explicativas. Ela foi aprovada pela FDA (agência responsável por regular alimentos e medicamentos nos EUA) para o tratamento do transtorno depressivo maior em adultos em 2008. (No Brasil, a EMT é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 2012.)
No entanto, até agora, o direcionamento do tratamento tem se baseado em medições feitas no couro cabeludo, que não levam em conta as diferenças na estrutura cerebral entre os indivíduos, explicam os pesquisadores.
Para o novo estudo, os cientistas testaram se a EMT acelerada seria mais eficaz contra a depressão se fosse direcionada por meio de exames de ressonância magnética. Na EMT acelerada, os pacientes recebem múltiplas sessões de tratamento por dia, o que pode condensar várias semanas de tratamento em apenas uma.
“A neuroimagem nos ensinou muito sobre o cérebro, mas tem sido difícil demonstrar que a imagem pode melhorar diretamente o atendimento ao paciente”, diz Taylor.
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Para o novo estudo, os pesquisadores recrutaram 40 pessoas entre 22 e 80 anos com transtorno depressivo maior que não haviam respondido ao tratamento com medicação.
Os pacientes foram aleatoriamente designados para receber EMT acelerada usando medições tradicionais no couro cabeludo ou direcionamento por ressonância magnética.
Após um mês, os resultados mostraram que os pacientes que receberam tratamento direcionado por ressonância magnética apresentaram sintomas de depressão significativamente menores do que aqueles que receberam a EMT convencional.
Eles também apresentaram taxas de resposta mais altas, 80% contra 60%, segundo os cientistas.
Os pesquisadores pontuam, no entanto, que é necessário um estudo clínico maior para confirmar esses resultados.
“É importante abordar essa lacuna de conhecimento porque o uso de imagens aumenta o custo e a complexidade do tratamento com EMT”, pondera Taylor. “Nesse estudo, nosso objetivo foi medir o impacto que nossa abordagem de direcionamento baseado em imagens teria, além do direcionamento convencional baseado no couro cabeludo.”
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