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Marília reafirma que só será candidata ao Senado e quer chamar Kalil para aliança com PT, PSB e MDB

Fonte: otempo.com.br | Data: 27/06/2026 13:43:04

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A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), reafirmou na manhã deste sábado (27/6), em Montes Claros, região Norte de Minas, que é pré-candidata ao Senado Federal e defendeu novamente a formação de uma frente ampla em Minas Gerais para derrotar a direita nas eleições deste ano. Sem citar o nome do pré-candidato ao governo pelo PDT, Alexandre Kalil, Marília disse que pretende chamar o partido do ex-prefeito de Belo Horizonte para negociações que já mantém com MDB e PSB.

Na avaliação da ex-prefeita, é necessário ter uma estratégia para oferecer um palanque forte para o presidente Lula (PT) em Minas. Para Marília, esse movimento passa por uma articulação intensa em todos os níveis, tendo como cabeça de chapa para o governo um outro nome que não o dela. Marília reforçou que as pesquisas de intenção de voto a colocam em melhor posição como concorrente ao Senado. Nos próximos dias, ela deve se reunir com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com a presidente estadual, deputada estadual Leninha. Também deve levar seu posicionamento ao próprio presidente Lula (PT).

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“A minha discussão não é dar um não ou um sim, mas apresentar uma proposta em que defendo uma estratégia para ganhar as eleições, tanto para governo, quanto para o Senado e para eleger uma boa bancada para ajudar na governabilidade do presidente Lula. É isso que vou apresentar ao presidente. Não estamos aqui apenas disputando nomes, estamos disputando uma estratégia que eu acredito que é defendida pelo MDB, pelo PSB e que pretendo articular o PDT, para que tenhamos essa estratégia unificada”, afirmou.

Consenso para frente ampla com o PT

Questionada se prefere Gabriel Azevedo (MDB) ou Jarbas Soares (PSB), que são pré-candidatos ao Palácio Tiradentes, Marília disse que a discussão não é de preferência, mas de debater e formar um consenso. “Estou aqui para a gente construir consensos. Nos interessa uma estratégia que unifique os três partidos (PT, PSB, MDB) e, se possível, o PDT. A partir dessa estratégia definida, vamos ver qual o nome melhor para ser o candidato ao governo e eu como candidata ao Senado. E teremos que fazer acordo. Temos ainda o segundo nome para o Senado, a suplência para o primeiro e segundo nomes. E é isso que temos que fazer. Política é diálogo e é no diálogo que construímos”, afirmou.

Durante a agenda em Montes Claros, Marília Campos estava acompanhada também do ex-procurador-chefe de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior (PSB) e do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB). Os dois são pré-candidatos ao governo de Minas e têm conversado com Marília sobre a possibilidade de aliança.

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“Gosto muito do Jarbas, foi um grande procurador geral e acho que é um bom candidato ao governo do estado. E também Gabriel, que tem mostrado muita disposição política para essa luta na corrida para o governo do estado. São duas pré-candidaturas jovens, jovens na política, que têm muita consistência e temos que fazer uma aposta. E o principal é a nossa união. E é a 
nossa união que vai nos fortalecer nessa disputa eleitoral, analisou a ex-prefeita durante coletiva de imprensa no Norte de Minas.

Nesta semana, a coluna de Lauro Jardim, de O GLOBO, e outros veículos da imprensa disseram que Marília iria anunciar sua pré-candidatura ao governo de Minas na sexta-feira (26/6). A ex-prefeita já havia soltado uma nota negando a informação, chamou de equívoco a decisão de candidatura própria.

Neste sábado (27/6), reiterou que só será candidata se for para o Legislativo federal. “Eu já disse para o Partido dos Trabalhadores, inclusive antes de renunciar à Prefeitura de Contagem, que a minha disponibilidade exclusiva era para ser pré-candidata ao Senado”, reiterou Marília Campos.

“Tem dois elementos que orientam essa minha escolha. Primeiro, eu acredito que no Senado eu posso ajudar mais as cidades mineiras. No Senado, eu não vou ter que envolver com gestão. Eu vou ter que envolver com articulação política de todos os entes da federação, com todo o mundo político. E Minas Gerais precisa de uma liderança política ou de várias lideranças políticas que tenham esse compromisso prioritário com Minas e especialmente prioritário com as regiões que mais precisam de desenvolvimento”, afirmou a ex-prefeita.

O outro motivo, segundo ela, é acreditar que para o Senado ela terá maior viabilidade eleitoral: “Todas as pesquisas feitas até então me apontam como viável do ponto de vista de uma vitória eleitoral, para uma candidatura ao Senado. Então, por essas duas razões, eu defino, que só serei candidata se for para o Senado Federal. Foi por essa razão que eu renunciei”. Neste sábado, O TEMPO divulgou os resultados da pesquisa DATATEMPO para o Senado, e Marília aparece como favorita.

Ato público com Marília em Montes Claros

Gabriel e Jarbas Soares participaram de ato público junto com Marília na manhã deste sábado na cidade do Norte de Minas. Foi a primeira aparição dos três desde o anúncio do PT em Minas, na quarta-feira (25/6), que terá candidatura própria ao governo do estado. O ato serviu para mais uma manifestação da prefeita e aliados contra o posicionamento do PT e pressão de setores da legenda para que Marília seja a candidata da legenda ao Palácio Tiradentes.