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Passageiros relatam dificuldades para chegar ao trabalho em primeiro dia de greve de ônibus no Rio: ‘Desde 3h50 e nada’

Fonte: oglobo.globo.com | Data: 29/06/2026 05:48:45

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Paralisação dos rodoviários começou à 0h desta segunda-feira, e usuários relatam baixa circulação de coletivos e do BRT; decisão da Justiça determina circulação de 50% da frota


Greve de ônibus no Rio
Greve de ônibus no Rio — Foto: Reprodução/X

RESUMO

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GERADO EM: 29/06/2026 – 05:39

Greve de Motoristas no RJ: Passageiros Sofrem com Falta de Ônibus e BRT

Passageiros enfrentam dificuldades no Rio de Janeiro devido à greve dos motoristas de ônibus, iniciada à meia-noite. A Justiça determinou que 50% da frota circule, mas usuários relatam falta de coletivos e BRT. A paralisação busca melhores salários e benefícios. O sindicato cumpre a ordem judicial, enquanto empresas negociam e a Prefeitura monitora impactos, solicitando aumento da frota mínima.

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Passageiros enfrentam dificuldades para chegar ao trabalho nas primeiras horas desta segunda-feira, primeiro dia da greve dos motoristas de ônibus do Rio de Janeiro. Nas redes sociais, usuários relataram falta de coletivos e de veículos do BRT, além de pontos lotados, embora o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) tenha determinado a circulação de pelo menos 50% da frota de cada linha.

A paralisação começou à 0h, após decisão da categoria tomada na noite de domingo, e afeta as linhas municipais de ônibus e o sistema BRT. Os trabalhadores reivindicam piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, além de aumento no vale-alimentação e adoção da jornada de trabalho na escala 5×2.

Por volta das 5h, um passageiro publicou nas redes sociais:

“Nenhum um ônibus rodando. Até o @BRTMobiRio que disseram que estaria rodando 50% da frota, até agora só passou dois carros de Madureira carro 35 para Alvorada desde as 04:00 na Estação Praça Seca. Só o Caxias intermunicipal rodando”.

Outra usuária escreveu: “Os pontos cheíssimo e aderiram a greve mesmo”. Uma terceira passageira afirmou que não conseguiu seguir para o trabalho:

“Eu me arrumei toda, sai de casa e mesmo assim não consegui ir por causa da greve dos onibus do rio… To super a favor dos motoristas, a causa é super justa, mas vou levar falta”.

Às 5h06, outra usuária relatou a ausência de veículos do BRT desde às 3h50. “Era melhor a Mobi Rio ter soltado a nota de ontem dizendo que iria aderir a greve, desde 3:50 e nada!”, publicou. Também houve relatos de falta de veículos em Madureira.

Justiça determinou circulação mínima

No sábado, o TRT-1 reconheceu a legalidade da greve e determinou que ao menos 50% da frota de cada linha permaneça em circulação. A decisão foi proferida pela desembargadora Maria Helena Motta, que negou o pedido do Rio Ônibus para declarar a paralisação ilegal.

O sindicato patronal havia solicitado que 90% dos veículos circulassem nos horários de maior movimento, além da proibição de bloqueios em garagens e vias públicas.

Na decisão, a magistrada destacou que o direito de greve deve coexistir com a continuidade dos serviços essenciais.

“O direito de greve é garantia constitucional de extrema relevância, contudo deve coexistir harmoniosamente com a continuidade das atividades essenciais indispensáveis ao atendimento das necessidades da comunidade. O transporte público urbano funciona como um serviço de suporte básico e sua interrupção integral inviabilizaria o deslocamento dos cidadãos e comprometeria o funcionamento de outros setores vitais, tais como hospitais, escolas e serviços de segurança pública (…) A extensão geográfica e a densidade demográfica do Município do Rio de Janeiro exigem um patamar de contingência superior (aos 30%) para evitar o colapso completo da mobilidade urbana”, escreveu.

A desembargadora fixou multa de R$ 50 mil para ambos os sindicatos caso o percentual mínimo de circulação não seja cumprido. Ela também proibiu as empresas de contratar motoristas temporários para enfraquecer a greve ou demitir funcionários que participem do movimento. A análise sobre eventuais descontos salariais pelos dias parados ficará para uma fase posterior do processo.

Sindicato manteve paralisação

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou que a greve será mantida e que a categoria cumprirá a determinação judicial.

— A greve está mantida e vamos cumprir o determinado pela Justiça, que é a de que ambas as partes mantenham 50% da frota circulando nos horários de pico. Inclusive já encaminhamos ofício para a direção do Rio Ônibus e consórcios para o cumprimento, mas ainda não recebemos nenhum retorno por parte dos empresários. Determinação é para ser cumprida e não discutir — disse.

Antes da decisão do TRT-1, o sindicato dos trabalhadores havia pedido autorização para manter apenas 30% da frota em circulação nos horários de pico e 15% no restante do dia, além da suspensão dos descontos salariais durante a paralisação.

Em nota, o Rio Ônibus informou que as negociações com o Sindicato dos Rodoviários permanecem abertas e que as empresas seguem empenhadas na busca de uma solução. A entidade afirmou ainda que a operação desta segunda-feira será normal.

A Mobi Rio, empresa pública responsável por algumas linhas municipais e pelo sistema BRT, também informou que a operação ocorrerá normalmente. Já a Prefeitura do Rio declarou que acompanha a situação e que adotará medidas para reduzir os impactos à população, além de informar que solicitou à Justiça o aumento do percentual mínimo de veículos em circulação.

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