‘Réu primário’, diz Justiça ao liberar PM acusado de matar mulher
Fonte: brasil247.com | Data: 06/07/2026 21:55:17
247 – A Justiça do Ceará mandou soltar o policial militar Caio Filizola de Paiva, de 36 anos, poucas horas depois de ele ser preso em flagrante sob acusação de matar Luena Rocha Melo, de 33 anos, em um posto de combustível em Cariré, no interior do estado. O soldado deixou a custódia após decisão em audiência realizada em Sobral. Os relatos foram publicados nesta segunda-feira (6) pelo Portal Uol.
O juiz João Gabriel Amanso da Conceição, do 5º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias de Sobral, negou o pedido do Ministério Público do Ceará para converter a prisão em flagrante em preventiva. A decisão citou o fato de o policial ser réu primário e apontou a necessidade de uma “pormenorização de fatos pontuais”.
O crime ocorreu na madrugada desta segunda-feira, em uma loja de conveniência de um posto de combustível. Testemunhas relataram que Caio bebia no local antes de discutir com Luena Rocha Melo. Em seguida, segundo os relatos apresentados, ele sacou uma arma e atirou nas costas da vítima.
Luena estava acompanhada do marido no momento do ataque. Em depoimento, ele afirmou que o policial conhecia o casal e já teria agredido a mulher em uma ocasião anterior. A informação não detalha quando nem em quais circunstâncias teria ocorrido essa agressão.
Militares que atenderam a ocorrência relataram que Caio apresentava “nítidos sinais de embriaguez” quando recebeu voz de prisão em flagrante. Durante o deslocamento, o policial passou mal e foi levado para atendimento hospitalar. Luena morreu ainda no local do crime.
Caio Filizola de Paiva é soldado da Polícia Militar do Ceará desde junho de 2018. Ele está lotado no Batalhão de Sobral. Durante a audiência de custódia, informou que era viciado em álcool.
O Ministério Público do Ceará tentou manter o policial preso preventivamente, mas a Justiça não acolheu o pedido nesta etapa inicial do caso. Com a decisão, Caio responderá à investigação em liberdade, enquanto as autoridades apuram a dinâmica do homicídio, as circunstâncias da discussão e a conduta do agente antes e depois do disparo.
A defesa do policial não comentou o mérito da acusação. Segundo a fonte original da notícia, os advogados afirmaram que vão se manifestar apenas nos autos do processo.
O caso provocou comoção em Cariré e colocou sob atenção a atuação das autoridades responsáveis pela investigação. A apuração deve reunir depoimentos de testemunhas, laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e registros da ocorrência para definir os próximos passos do processo criminal.
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