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Após colisão de helicópteros, Anac estuda rotas por instrumentos no Rio

Fonte: odia.ig.com.br | Data: 11/07/2026 13:35:00

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Dois helicópteros colidiram no ar e caíram no pátio de uma concessionáriaReginaldo Pimenta / Agência O Dia

Rio – A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) discute a implantação de rotas de voo por instrumentos (IFR) para helicópteros no Rio de Janeiro. A medida é uma resposta ao acidente ocorrido no dia 14 de junho, quando dois helicópteros colidiram no ar na região do Recreio dos Bandeirantes, deixando seis mortos.

Atualmente, o tráfego de helicópteros na cidade ocorre em corredores pré-definidos, com a separação entre aeronaves feita de forma visual, sob responsabilidade dos próprios pilotos. A proposta de rotas por instrumentos passaria a orientar os voos por meio de instrumentos de bordo e do controle de tráfego aéreo, dispensando a referência visual externa.

Segundo dados da Anac, o Rio de Janeiro tem hoje 319 helicópteros registrados, representando um crescimento de 29% em três anos. O aumento da frota tem sido acompanhado por um crescimento nos incidentes: em 2025, foram 142 ocorrências no estado, contra 11 em São Paulo, que possui a maior frota do país. Somente neste ano, já são 61 incidentes registrados no Rio.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) informou que mantém monitoramento permanente das operações aéreas na região e que desvios de rota e descumprimento de altitudes mínimas são tratados como infrações de tráfego aéreo, cuja apuração e eventual sanção competem à Junta de Julgamento da Aeronáutica (JJAER). Quando a irregularidade for de competência regulatória da Anac, os autos são encaminhados à Agência.

O tema é acompanhado pelo deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) há mais de um ano. “A resposta do Decea confirma o que já vínhamos cobrando: existe estrutura para monitorar e punir infrações, mas faltam números concretos sobre quantas irregularidades foram apuradas e quantas sanções foram de fato aplicadas. Vamos continuar cobrando esses dados até que a população do Rio tenha respostas objetivas sobre a segurança do espaço aéreo na cidade”, destacou o parlamentar.

Entre as medidas anunciadas, o Decea informou que vai intensificar o monitoramento de rotas e altitudes, avaliar tecnicamente os procedimentos de tráfego aéreo vigentes, estudar a revisão de procedimentos, rotas, cartas aeronáuticas e altitudes mínimas, analisar a viabilidade de ampliar os recursos de vigilância e participar de reunião técnica interinstitucional com Cenipa, Anac, operadores aéreos, administração aeroportuária, representantes comunitários e parlamentares.

Relembre o acidente

A tragédia envolvendo os dois helicópteros aconteceu no dia 14 de junho. As aeronaves colidiram no ar e caíram no pátio de uma concessionária de carros elétricos no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, desencadeando um grande incêndio.

No primeiro helicóptero estavam o piloto Alexandre Souza e os passageiros Lucas Brito Chaves, Nickel Oliver Tree, Lucas Vignale e Gaspar Prim. Já na outra aeronave estava apenas o piloto Charles marsillac.