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“Banho de óleo”: o ritual que matou aluno de escola de aviação no PR – Brasil 247

Fonte: brasil247.com | Data: 17/07/2026 11:41:16

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247 – O engenheiro Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu depois de participar de um “banho de óleo” em uma escola de aviação de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O ritual comemorativo terminou com uma grave reação alérgica, e um instrutor foi preso em flagrante por suspeita de homicídio culposo, segundo informações divulgadas pelo g1.

O caso ocorreu na noite de quinta-feira (16), após Gustavo concluir uma etapa de sua formação aeronáutica. Durante a comemoração, óleo utilizado em motores de aeronaves teria sido despejado sobre o corpo do aluno. Pouco depois, ele apresentou um grave comprometimento de saúde e precisou receber atendimento de emergência.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou Gustavo a uma unidade hospitalar. Apesar das tentativas de reanimação realizadas pelas equipes de socorro e pelos profissionais do hospital, o jovem não resistiu.

De acordo com o Samu, Gustavo sofreu uma reação anafilática, considerada a manifestação mais rápida e severa de uma alergia. O aluno também apresentou uma crise convulsiva e teve três paradas cardiorrespiratórias. As equipes conseguiram reverter as duas primeiras, mas ele morreu após a terceira parada.

O “banho de óleo” é conhecido como um rito de “batismo” praticado em algumas escolas de aviação. A cerimônia costuma ser realizada para celebrar etapas consideradas importantes na carreira de um piloto, como a conclusão do primeiro voo solo ou de uma fase do curso.

Segundo o delegado Lucas Petry, responsável pela investigação, a substância lançada sobre Gustavo era um óleo utilizado nos motores das aeronaves. A Polícia Civil pretende identificar a composição exata do produto e verificar de que forma ele pode ter contribuído para a morte.

O homem apontado como responsável por despejar o óleo é instrutor da escola de aviação. O nome dele não foi divulgado. Conforme a Polícia Civil, o suspeito compareceu espontaneamente à delegacia, confirmou que participou da cerimônia e relatou que o produto costuma ser jogado nos formandos do pescoço para baixo.

O instrutor foi preso em flagrante por suspeita de homicídio culposo, classificação utilizada quando não existe intenção de matar. Depois de prestar depoimento, ele foi liberado mediante o pagamento de uma fiança de R$ 3 mil.

Em nota sobre a apuração, a Polícia Civil afirmou que, “até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima”.

A investigação deverá esclarecer a quantidade de óleo empregada no ritual, as partes do corpo de Gustavo que foram atingidas e as condições em que a cerimônia ocorreu. Os investigadores também tentarão determinar se a exposição direta ao produto provocou ou agravou a reação alérgica apresentada pelo jovem.

Exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial foram solicitados para confirmar a causa da morte e identificar as substâncias presentes no organismo da vítima. O material utilizado durante o ritual também deverá ser submetido a análises laboratoriais.

A Polícia Civil informou ainda que pretende examinar imagens, documentos e outros registros relacionados à comemoração. Testemunhas, alunos, funcionários da escola, participantes do ritual e familiares de Gustavo deverão ser ouvidos durante o andamento do inquérito.

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