Foto: Matheus Dias

A recente paralisação do transporte coletivo em Manaus trouxe à tona uma grave crise financeira e administrativa que afeta diretamente o cotidiano da população. O pré-candidato ao Governo do Amazonas e ex-prefeito de Manaus, David Almeida, pronunciou-se nesta terça-feira (21/7) para apontar as razões do colapso no sistema. Segundo o político, o motivo do travamento é idêntico ao apresentado pelo prefeito Renato Junior, concentrando a responsabilidade no descumprimento de acordos por parte do Governo do Estado.

Descumprimento do convênio

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, David Almeida explicou que a crise decorre do não pagamento do convênio firmado para assegurar o “Passe Livre Estudantil” aos alunos da rede estadual. Enquanto a Prefeitura de Manaus manteve a execução integral das obrigações pactuadas, o Governo do Estado interrompeu as transferências financeiras cabíveis, gerando um desequilíbrio profundo nas contas do sistema rodoviário.

Dívida acumulada

Os cálculos apresentados indicam que o montante devido pelo Governo do Estado já alcança a marca de R$ 94 milhões, soma acumulada ao longo dos exercícios de 2025 e 2026. A falta desses recursos inviabilizou a operação regular das empresas de ônibus e culminou na paralisação dos serviços registrada nesta semana. Nem mesmo decisões emitidas pelo Poder Judiciário foram suficientes para regularizar os repasses estaduais.

“O Governo assinou o convênio, deixou de cumprir o que foi pactuado e nem mesmo após decisões judiciais regularizou os repasses. Quem pagou essa conta foi a população de Manaus”, afirmou David Almeida.

Histórico da gestão

Ao analisar a trajetória recente da capital, o ex-gestor lembrou que durante os cinco anos e três meses em que esteve à frente da Prefeitura de Manaus, o transporte público jamais registrou paralisações motivadas por inadimplência do município. Ele enfatizou que a gestão do atual prefeito Renato Junior manteve em dia todos os compromissos assumidos com o sistema.

“A população não pode ser penalizada porque o Estado deixou de honrar um compromisso que assumiu. O transporte coletivo é um serviço essencial e exige responsabilidade administrativa”, destacou David Almeida ao prestar solidariedade aos passageiros afetados.

Cooperação necessária

O impasse evidencia o risco permanente enfrentado pelos serviços essenciais quando falhas no cumprimento de contratos sobrepõem-se às necessidades básicas do cidadão. Para que a mobilidade urbana funcione com estabilidade, é indispensável a existência de cooperação institucional sincera e respeito rigoroso aos compromissos firmados.

Sem a regularização dos repasses devidos e um alinhamento republicano entre Governo do Estado e Prefeitura de Manaus, o passageiro continuará sendo o elo mais frágil dessa engrenagem.

Veja o vídeo na íntegra: https://www.instagram.com/reel/DbEl61ChOzL/?igsh=Zmc3YmhhdmlmdXVh

Fonte: ASCOM | Emanuelle Baires e Israel Conte