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Política: Flávio emitiu notas para empresa ligada ao Master

Fonte: portalterradaluz.com.br | Data: 23/07/2026 07:46:56

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23 de julho de 2026 – O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu duas notas fiscais, no valor de R$ 500 mil cada, para a empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria, que recebeu repasses do Banco Master entre 2024 e 2025.

As notas foram emitidas em 7 de abril de 2025 e canceladas no mesmo dia. A empresa Copenhagen tinha como diretor Artur Figueiredo, gestor da administradora de fundos Trustee DTVM, que é citada nas investigações do caso Master.

Segundo documentos da Receita obtidos pela CPI do Crime Organizado, a Copenhagen recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master no período investigado.

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Notas foram canceladas

Nota emitida pelo escritório do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: reprodução

De acordo com as informações divulgadas, as duas notas fiscais emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro tinham valor unitário de R$ 500 mil.

O senador afirmou, em publicação nas redes sociais, que chegou a negociar com a Copenhagen, mas não aceitou prestar serviços advocatícios para a empresa.

“Fiz um trabalho para uma empresa. Fui contratado para isso e prestei serviços advocatícios. Relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por [Daniel] Vorcaro para fazer pagamentos a algumas pessoas. Não foi o meu caso. Estou tendo que explicar porque eu não recebi o dinheiro dessa empresa. Cancelei duas notas fiscais”, disse Flávio Bolsonaro.

O caso foi revelado pelo portal Metrópoles e confirmado pelo g1.

Outra nota foi emitida

Dois dias após o cancelamento das notas para a Copenhagen, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu uma nota fiscal de R$ 500 mil para outra empresa, a Contábil Correa, pelo serviço de “assessoria jurídica”.

A nota foi emitida em 9 de abril de 2025.

A Contábil Correa está registrada em nome de Rogério Novo, que se tornou diretor da Copenhagen cinco meses depois, em setembro de 2025, no lugar de Artur Figueiredo, conforme registros da Junta Comercial de São Paulo.

Flávio Bolsonaro afirmou que prestou serviços à Contábil Correa e defendeu que a relação foi legal e privada.

Empresa recebeu R$ 57,9 milhões

A Copenhagen Assessoria e Consultoria recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025, segundo documentos da Receita obtidos pela CPI do Crime Organizado.

A informação passou a integrar o conjunto de dados analisados no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master.

A Trustee DTVM e Artur Figueiredo são citados nas apurações sob suspeita de participação em fraudes financeiras envolvendo o banco.

A ligação entre as empresas, os repasses e os documentos fiscais emitidos pelo escritório do senador ampliou o interesse da CPI e de investigadores sobre as movimentações.

Trustee nega ingerência

Procurada pelo g1, a Trustee DTVM afirmou que, como administradora do fundo Estônia Multiestratégia, que investe em ações da Copenhagen Assessoria e Consultoria, não tinha ingerência sobre as relações comerciais da empresa.

A administradora também declarou que não participava da definição de pagamentos ou negociações entre a companhia e o Banco Master.

Segundo a Trustee, a atuação de Artur Figueiredo respeitou regras legais, de governança e de compliance.

“Durante todo o período em que exerceu a função na companhia, a atuação de Artur Figueiredo observou rigorosamente a legislação aplicável, os procedimentos de governança, controles internos e compliance então vigentes”, afirmou a empresa.

A Trustee também disse que Figueiredo não tinha participação nos contratos nem no dia a dia da Copenhagen.

Caso Master segue investigado

O caso Master envolve investigações sobre possíveis fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e a empresas que receberam recursos da instituição.

A CPI do Crime Organizado passou a analisar documentos, repasses, vínculos societários, movimentações financeiras e relações comerciais envolvendo pessoas físicas e jurídicas citadas no caso.

Até o momento, a defesa pública de Flávio Bolsonaro sustenta que ele não recebeu valores da Copenhagen e que cancelou as notas fiscais emitidas para a empresa.

O senador afirma ainda que prestou serviço para a Contábil Correa, em uma relação que classificou como legal, privada e vinculada à atividade advocatícia.

Apuração amplia pressão política

A revelação ocorre em um ambiente de forte repercussão política, já que Flávio Bolsonaro é senador pelo Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência da República.

A emissão e o cancelamento das notas fiscais passaram a ser analisados dentro do contexto mais amplo das investigações sobre os repasses do Banco Master.

O episódio também reforça a atenção sobre relações comerciais envolvendo empresas citadas em apurações financeiras e figuras públicas com atuação nacional.

A CPI deve seguir avaliando documentos obtidos junto à Receita e demais registros relacionados ao caso.

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Tags: Flávio Bolsonaro, Banco Master, Caso Master, Copenhagen Assessoria e Consultoria, Trustee DTVM, Artur Figueiredo, Rogério Novo, Contábil Correa, Daniel Vorcaro, CPI do Crime Organizado, notas fiscais, escritório de advocacia, assessoria jurídica, Receita Federal, Junta Comercial de São Paulo, investigações financeiras, fraudes financeiras, política nacional, Senado Federal, PL, pré-candidato à Presidência, governança, compliance, fundos de investimento, Estônia Multiestratégia, Portal Terra Da Luz